Chuva...

O inverno chegou e com ele apareceram as primeiras chuvas, adoro estar assim deitado com a chuva a bater nas vidraças da janela e a mente e os pensamentos a vaguearem pelo quarto, neste preciso momento não quero pensar, não quero sentir apenas quero permanecer descansado e ouvir o que a natureza reservou hoje para mim.
Não vou falar em amor hoje, porque é devido a esse sentimento que neste momento me encontro assim, há pessoas que dizem que ficam tristes com a chuva a mim muito pelo contrário adoro o cheiro da terra molhada e do som das pingas a caírem no telhado da minha casa. Há dias assim e hoje o sentimento de não querer sentir nada apoderou-se de mim, do meu corpo mas especialmente no meu coração.
Quero aproveitar a vida, necessito aproveitar a vida, neste momento vivo para sentir novas coisas, novos sabores, novas texturas, novos sentimentos mas acima de tudo novas formas de amor. Adoro rir mas o que me cativa mesmo numa pessoa é a sua capacidade de me fazer rir até doer-me a barriga, para mim a vida deve ser descrita como uma fase em que o sorriso nunca nos abandona o rosto mas sobretudo onde temos sempre uma gargalhada pronta para dar.
O que custa um sorriso? O que custa uma gargalhada? São coisas tão simples mas ao mesmo tempo tão raras, identifico-me com todos aqueles que fazem parte da minha vida por isso, são pessoas alegres, pessoas que sabem viver e que quando o mundo lhes parece estar a ruir sobre as suas cabeças sabem pedir ajuda e voltar a sorrir.
Consigo entender as pessoas, os seus sentimentos, consigo dar a minha opinião sobre o que a pessoa deve ou não fazer, mas quando chega a minha própria vida tudo desaparece e acabo por me perder e por vaguear invés de ir directo aquilo que quero ou não fazer.
Toda a vida é feita de escolhas e por vezes essas escolhas são condicionadas por pessoas, questões financeiras e até mesmo sentimentos, com isto quero dizer que não somos totalmente livres apesar de o pensarmos...

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