Se um dia conseguisses ler o
meu olhar verias que sou mar, que sou luar, que sou louco, um louco por te
amar. O teu olhar hoje viveu no meu, fugiram os sorrisos, ficaram as vontades,
acrescentou-se mais um sonho, um repleto de verdades...
Se ao menos ainda te pudesse ver... Agarrar-te junto a mim e escutar-te o coração. Abraçar-te por forma a não te deixar ir... Segurar-te bem nas minhas (agora fracas) mãos. Se ao menos pudesse fazer com que o tempo voltasse atrás, Viveria contigo tudo aquilo que não vivi, Dir-te-ia que tantas vezes sorri com o teu sorriso, Que muito do que aquilo que hoje sou devo-te a ti. Ai se eu pudesse... Se eu conseguisse parar o momento naquele dia em que te despediste, Em que partiste para nunca mais voltares, Em que levaste contigo tanto da minha alma... Do meu coração. Se ao menos ainda te pudesse ver... Pediria perdão por não ter estado presente, Pediria perdão por tudo o que guardei no meu silêncio, Tudo aquilo que calei e que nunca te disse. Se pudesse pedir algo... Pediria só mais uns minutos, só mais um sopro, Mais um respirar que te trouxesse à vida, E que não te roubasse nunca mais de mim.
Entrelaçava por entre os dedos o coração que batia por mim, guardava os olhares e o mundo, aquele mesmo mundo que nos viu nascer rendia-se ao nosso amor, aquele amor simples mas que tinham a intensidade de um fogo ardente que permanecia apenas em nós. As palavras pareciam não ser nada no meio do nosso sentimento e, na verdade, jamais vivemos de outras pessoas, de outras opiniões. Éramos apenas nós, vestidos de nada no meio de um tudo que conhecíamos tão bem, que preenchia o passar das horas e dos segundos de uma história que escrevíamos e sempre escrevemos com a nossa própria mão. A simplicidade de tudo era o que nos fazia felizes, o que ainda nos faz felizes. Não gostamos de grandes ostentações, de grandes gestos em que dizemos ao mundo todo o nosso amor, falamos ao próprio coração, aquele coração que tanto amamos e isso basta não é? Não procuramos projectar tudo mas sonhamos e isso, ninguém nos pode tirar, caminhamos passo a passo juntos como sempre deveria ser e no conforto do nosso...
Ela e ela, duas pessoas, um coração, simples vida rasgada, sentimento vivido, amor lutado, destino cruzado, são tudo, são nada, são Verão e Inverno, intempestivos e serenos como a brisa fresca de um dia de sol, são o agarrar de um corpo, são a saudade de uma ausência, são amores verdadeiros, são simples reflexos de sonhos e caminhos seguidos. Não se entregam a palavras proferidas e a desejos inacabados, vivem de amor, de um amor criado por eles e somente por eles, não são derrotistas e jamais falam em desistir se esse mesmo desistir os faça perder uma história, os faça regredir no caminho que tanta luta empenham, que tanto suor os faz verter. São uma mistura, uma mistura de sentimentos e uma miscelânea de promessas vividas e de sorrisos rasgados, simplicidade nas palavras e um silêncio que diz muito mais do que grandes conversas, do que discursos vazios de conteúdos e amor. O destino os cruzou e logo ele, que nem no destino acreditava, a vida os fez embater de frente, corpo a corpo,...
olhar-te agora e era feliz :)
ResponderEliminar