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Falta-me o nosso abraço...

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Pela primeira vez escutei somente... o silêncio. Abracei o meu próprio corpo, aconcheguei a minha alma, Tentei manter a minha calma e ouvi o meu coração.  Não consegui prender as lágrimas... As mesmas escorreram pelo meu rospo, escureceram o meu peito, toldaram a minha visão e despiram-me - tornando-me vulnerável. Ligo a televisão... Lá fora as pessoas pedem um pouco de paz, enquanto outras nada sentem - repetindo os erros de outrora. Olho em volta e estou só... Tão só no meio destas quatro paredes que confinam o meu corpo, a minha pele, os meus sonhos. Se pudesse... hoje abraçaria os meus pais, Os meus avós, a minha irmã, todos aqueles que me dão o sentimento de segurança de que tanto preciso. Mas sei que agora não é hora... E por mais que arranjem outras formas... custa-me não sentir o toque, o cheiro, o sentimento que somente passa quando a nossa pele toca com a pele de quem nos ama. Hoje abri a janela e senti a solidão... Mas sei que precisamos disto. E revolta...

Detesto que me digam que tudo vai ficar bem...

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Não quero agora... voltar... Depois do meu corpo entregar-se à saudade, Depois da minha alma dar-se ao esquecimento do meu passado. Quero deitar-me na solidão, Nos braços vazios daquilo que sou, Nas noites frias em que as minhas lágrimas secam no meu rosto. Não quero agora... viver... Sentir na pele a injustiça de perder o que tinha, De tentar agarrar o que me foge das mãos, O que se perde em doces ilusões... que hoje não passam de amargas realidades. Quero simplesmente... desistir... Deixar para trás tudo o que me magoa, Tudo o que fere o meu coração, Tudo aquilo que me faz desacreditar nos bos sentimentos. Não quero agora... ser forte... Porque já o fui tantas vezes, Mesmo depois de todas as chapadas na cara que a vida me deu, Mesmo depois de todos os murros que o meu corpo sofreu -  Calado. Sempre calado... Hoje não quero mais sorrir com vontade de chorar, Não quero mais ficar estando perdido, Não quero mais ouvir todos aqueles que me dizem que tudo vai fi...

Amar não é somente Fu#d$r!

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Amar não é agarras-me, Usares o meu corpo, despires a minha roupa, roubares-me um beijo, desrespeitares a minha vontade. Amar... Não é mentires, enganares-me, violares os meus desejos, E entregares tudo o que eu sou a uma cama,  A uma noite de prazer. Amar não é somente Fu#d$r! Rasgar a vontade, beijar na insanidade, Cansarmo-nos em orgasmos e cenas parecidas, Em noites perdidas, Em promesas incrumpridas, Em copos vazios e álcool no sangue.  Amar não é isso... Não é só alimentar o fogo, queimar o desejo, Matar aquilo que tanto queremos, Não é só mais uma queca a juntar a tantas outras. Para mim amar não é isso... Não é chegares a casa, encostares-me contra uma parede, Morderes-me a pele e marcares-me a alma. Não é isso... Amares-me não é só me comeres,  Comeres a minha carne, a minha libido, a minha fragilidade. Amar... não é usares aquilo que sou, Só para que tu tenhas prazer... Enquanto que eu te vejo arder, No meu corpo que arrefece... Na mo...

Dói-me a ansiedade de sofrer sem querer...

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Dói-me o peito... Doem-me as temporas, Dói-me a alma. Perco a calma e perco-me de mim, Encontro-me na angústia dos meus pensamentos, E na ansiedade de me encontrar de novo. Doem-me os olhos, As lágrimas que escorrem pelo meu rosto, A saudade de tudo o que um dia tinha de tão meu. Dói-me o coração, A sensação de que agora vivo num caos, Num turbilhão de sentimentos, Que me levantam e ao mesmo tempo me empurram, Para o chão, para baixo, para a solidão. Abraço-me a mim mesmo, Fecho os olhos e penso que tudo não passa de um pesadelo, De um mau sonho que se dissipará no dia seguinte. Bebo um gole de arrependimento, Olho o firmamento e choro a minha vida. Hoje dói-me a partida, a chegada, a minha mão cheia de nada, A doce ilusão dos sonhos que esvoaçam de mim. Dói-me o peito... Doem-me os sentimentos, Dói-me a injustiça que um dia se aproximou, Tomou o seu lugar E quis ficar...  Mesmo que eu não tenha pedido... para sofrer.

Talvez a vida seja mesmo uma filha da p*#a!

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Talvez nem sempre a vida seja justa. Sentimos que o chão desaba sob nós,  Que a dor agarra-se ao nosso coração, E que a saudade nos invade o peito. O sentimento de impotência é maior do que tudo aquilo em que acreditamos, A frustração tolda-nos o olhar, A ângustia soca-nos o estômago, E a solidão abraça-nos à noite. São sonhos traídos, roubados, rasgados -  em mil pedaços, em mil estilhados. E somos bombardeados vezes sem conta, Empurrados para baixo, Sufucados em lágrimas, em gritos mudos, em mundos tão escuros que nem sequer conseguimos encontrar o caminho de volta. Talvez a vida seja mesmo uma filha da p*#a, Um pedaço de uma morte lenta, De injustiças e de falta de esperança, Da ganância daqueles que ficam e daqueles bons que partem cedo demais. É como se nada fosse certo, Como se tudo mudasse. Hoje temos e amanhã perdemos, Hoje sorrimos e amanhã choramos. Mas por mais que tudo atenue, Nunca saramos o que nos ferre a cada passo que damos. Talvez ist...

Se não sabes amar... não serves para amar-me!

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Não venhas agora... Agora que segui sem ti, Agora que me esqueci das tuas falsas promessas, Das noites em que dormi a chorar, Da saudade que me sufocava o peito. Não venhas agora... Agora que aprendi a amar-me, A esquecer quem nunca me quis, A cuidar de mim antes de aceitar a falta de amor de alguém, A lutar pelos meus próprios sonhos. Não venhas... Porque eu não preciso de mais desculpas, De mais faltas de tempo, De mais mentiras, De mais sofrimento... Não regresses agora depois de tudo, Depois de eu perder tanto do meu mundo, Ao insistir que um dia poderias amar-me - assim como eu te amei. Não venhas agora... Porque agora já vens tarde, E tantas vezes eu esperei que viesses, E tu nunca viste. Por isso agora... Quero que saibas que agradeço que tenhas deixado a porta aberta, Porque nela entrou quem me completa, Quem me ensinou o que é o amor... De verdade. 

Medo de falhar...

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Se este meu peito arde... é porque te amo. É porque respiro este sentimento que me arrasta, Que me gasta os passos, que me tolda em sentimentos dispáres. Enquanto pertencer-te - Nem que sejam em devaneios  Em anseios de um homem perdido de paixão -  Não haverá imensidão... Que me arraste e me afaste de tudo aquilo que me prende a ti. Se este meu peito explode em desejo, É porque anseio o beijo, Aquele capaz de me devolver a vida, De me arrascar da saudade que fica... Na solidão de amar-te em silêncio (com medo de falhar).