"Não vás... por aí"
Não vás... por aí. Por essas ruas em que não tateio o teu ser. Em que não pressinto o bater do teu coração: alado ao meu. Embala-te nos braços deste homem que é teu (sem qualquer temor...), Envoltos em acto de amor (como aquele em que me perco em ti...). Ficaremos entregues à ausência de um fim - à pura eternidade manifesta no olhar. Naquele em que vejo o meu corpo dissipar (ressurgindo, tardiamente, em nós...). Estaremos, então, sós. Revoltos em tempestades sentimentais, Em desejos carnais - saciados numa cama, acalentada pela pele, Despida de fel. Entregue à paixão avassaladora dos nossos corações, Unos, em segredos confessados. Não ambules por aí. Subsiste neste peito exposto, em paixão ardente. Neste amor decomposto em chamados, em vigorosas ansiedades - de te ter… Nos meus sonhos tão sonhados, em destinos cruzados, Que nos volvem… Num só ser... Num só amor…