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"Não vás... por aí"

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Não vás... por aí. Por essas ruas em que não tateio o teu ser. Em que não pressinto o bater do teu coração: alado ao meu. Embala-te nos braços deste homem que é teu (sem qualquer temor...), Envoltos em acto de amor (como aquele em que me perco em ti...). Ficaremos entregues à ausência de um fim - à pura eternidade manifesta no olhar. Naquele em que vejo o meu corpo dissipar (ressurgindo, tardiamente, em nós...). Estaremos, então, sós. Revoltos em tempestades sentimentais, Em desejos carnais - saciados numa cama, acalentada pela pele, Despida de fel. Entregue à paixão avassaladora dos nossos corações, Unos, em segredos confessados. Não ambules por aí. Subsiste neste peito exposto, em paixão ardente. Neste amor decomposto em chamados, em vigorosas ansiedades - de te ter… Nos meus sonhos tão sonhados, em destinos cruzados, Que nos volvem…  Num só ser... Num só amor…

"Vivo-te"

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  Deturpa-me o peito em sôfregos sentimentos, em eufemismos de vaidade, Rompendo amarras passadas. Que desconheço ao amar-te… intempestivamente. Adormece o meu corpo, em ávidos desejos que partilho contigo (em silêncio...). Nas horas prematuras da madrugada, em que caio em feitiços… tropeçando em desejos. Revolta-me a alma em pujantes anseios, aninhados em braços firmes Que amparem o teu corpo: no meu. Volvidos em promessas desditas. (Nas ruas em que clamo a tua chegada a este peito… jazido em saudade.) Penetra-me a pele em memórias eternas. (Aquelas que me marquem a carne, Que me fazem querer-te, muito mais do que te quero. Para lá deste vigoroso desejo...). Rouba-me do mundo, envolvendo-me em beijos, sabores e anseios, Cravando-te neste peito que te pertence. Numa eternidade conjugada… em nós. Ama-me intemporalmente. Ardentemente. Como esta chama que medra em mim. Que arde paulatinamente em revoltos sentimentos, em grandiosos contentamentos... De v...

"Nem a morte..."

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Matem-me o corpo! Mutilando cada fragmento do meu peito. Arrastem a minha carne, em negros presságios, Em becos escuros, em que me dissipo. (Em que... me perco.) Tentem desaparecer com tudo aquilo que sou. Com os sonhos que sonho, com o sentimentos que sinto. Roubem-me a vida, deturpem a minha visão, Levando-me à cegueira. Conduzindo-me... à loucura. Arremessem com as minhas palavras, para longe de mim. Tornando-me num ser débil, num coração moribundo, Entregue ao padecer de um mundo, que se esquecerá... de mim. Cortem-me os laços, as correntes que me seguram. Deixem-me naufragar em alto mar.  Ser engolido... pelas tormentas. Jamais sucumbirei às forças que me empurram. As feridas que não se curam. (Deixando a minha pele... coberta de escaras. De desejos vãos.)  Por mais que me matem... Permanecerei agarrado a tudo o que sou. A tudo o... que me roubam. Porque sei que posso morrer com a minha carne... entregue às balas. Mas nunca será a ...

"Desnuda-me"

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Desnuda-me! E deita-te na pele que te pertence. Nas horas em que procuro o teu corpo, no meu. Neste desejo que tenho de ser teu. Para lá de tudo... o que conheço. Desnuda-me! Marca-te em sentimentos acelerados. Em batimentos descompassados. (Capazes de nos tornar... insanes). Despe-me a alma.  Naufraga em cada desejo que tenho de ti. Nos luares de marfim, em que te pinto. Nos sonhos que sonho. (Contigo nos meus braços... intemporalmente.) Desnuda-me! Desveste o meu corpo, em suaves beijos. Em fortes anseios. Como aqueles em que te espero: impacientemente. Fica neste meu corpo dormente. Adormecido pela paixão voraz. Capaz de sentir-te para além da morte, em que padeço. (Renascendo em ti... Pertencendo a nós.) Apenas vem e desnuda-me! Torna-me teu, matando esta vontade que tenho. Nestas noites em que te espero. (Desesperando... em fantasias.) Acaba comigo no nascer dos dias. Prologando as noites (só nossas). Reavivando tudo o que sonhamos. Todo... em que nos to...

"Envoltos em nós"

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Dilacera-me o medo, envolvendo-me de sonhos. De sentimentos revoltos que me enlacem o peito. Perdura eternamente em carne pulsante, cheia de vontade, Cravada na memória de quem ama. Como eu te amo… vorazmente. Embala-te nos braços, que te aparam dos golpes, Que não te prometem o mundo (Podendo-te dar: o firmamento). Perdura neste homem que sou. Neste imperfeito que te sente. Na continuidade de si mesmo, como coração retalhado em duas partes. Ergue-te na altivez das emoções, que emanam dos nossos corpos. Das luzes que não ofuscam. Entre as quatro paredes: dos nossos segredos. Adormece a meu lado, numa cama moldada por aquilo que somos. Nas suaves mordidas que te dou... nos teus lábios. Enquanto me perco… no teu olhar. No final da noite, seremos o descomeço de um começo tão nosso. O reflorescer da paixão, que nos corre nas veias. Seremos, apenas, mais dois unos batimentos. Um só compasso, que nos descompassa em alvedrios. Enquanto for teu, serás met...

"Aquelas palavras..."

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Se em sonhos te sonhei, hoje… durmo a teu lado. Na pele que se funde, em poemas que te escrevo. À clareira de um fogo que arde. (Ao nosso olhar que refulge: na escuridão.) Nem em sonhos indaguei tal amar, tal amor que me arrebata o peito. Neste mar revolto, em que tombei. Quando me entreguei nos teus abraços. (Sem temor.) Revolto-me em eufemismos sentidos. Em oceanos, que me dissipo. Encontrando-me na ânsia, que se vê nascer. Naquele em que renasço… novamente em ti. Deixo-me emergir, nas promessas que não me fazes. Nos olhares subtis. Que enfeitiçam o meu desejo. (Que me fazem querer-te… a toda a hora.) Rompe comigo a barreira temporal, de um tempo que padece em nós. Somos imortais! Nada importa a não ser a eternidade…  que procuramos. Os desejos que partilhamos. (No segredo deste amor que dividimos: a dois.) Deita-te a meu lado. Hoje veremos as estrelas com os olhos, que nos alimentam a alma. Aquela que te desnudo em silêncio. Porque o nosso amor, nã...

"Acorda a meu lado... amanhã"

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Perde-te nas promessas, que não te faço. Nos beijos que de te dou. Jurando... não partir. Permanecendo para lá das horas, em que cais no sono. Em que revoltas o meu peito. Bombeando, o meu coração. Ficarei a teu lado. No cair da noite. No despir da pele. Entregues ao desejo carnal, dos nossos sentidos. Desnudos na vulnerabilidade de um amor, que partilhamos. Sem medos nem anseios. (Deitados sob um mesmo: luar.) Envolve-te na pele, que sente o toque. No sabor que fica, em cada mordida. Que te dou... suavemente. Desvendando segredos, tão calados. (Que confessamos ao ouvido... um do outro.) Deita-te a meu lado, seremos um só.  Na junção dos corpos. Que se fundem em anseios, tão fortes. (Capazes de nos tornar... insanes.) Perpetua -te em nós. Nas artérias  que pulsam a vontade, que tenho de ti. Nas veias que clamam, a tua chegada em mim. Hoje, dorme comigo...  Acorda a meu lado... amanhã.