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"Confesso(-te)"

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Estarei à espera do teu abraço…enquanto me quiseres. Quando te quiseres envolver nos meus braços. Sem tempos nem barreiras. Ficarei em ti, em cada habitáculo do teu peito, em cada pulsar, Do meu coração. Enquanto me quiseres. Num turbilhão de vida, que não nos afasta na morte, No medo que não perdura, em cada olhar em que te sinto. Permanecerei teu, muito após a partida, a despedida em que vais, Para voltares a mim. Sempre que quiseres amar, sem perder. Estarei impreterivelmente naquele mesmo lugar. No ponto de partida do nosso sentir, Em cada frase delineada pelos contornos, do teu rosto tão subtil. Saberei que amar-te, é amar cravado na alma, para bem de mim mesmo. É sentir o aroma da tua pele, no travo doce da minha boca. É esperar-te por esta vida, Deixando a espera padecer na saudade que matas ao ficar…em mim…

"Mar"

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Naufragasse eu em perigoso olhar, que me desnuda a alma. Ficasse por um tempo em que o tempo, estaque no meu peito amante, Num corpo errante. Que me reveste a vontade de amar-te. Atirasse-me eu, ao mar do teu sentimento. Velejando na tua direcção, Em demanda do porto de abrigo...do teu abraço mais profundo. Perigo que não temo correr, no imenso desejo depositado em âmago selvagem. Na dualidade que emerge da minha pele, tatuando a presença, A lembrança de sentir-te. Para fora das ondas deste meu mar, revolto. Conjugasse eu o verbo amar na quarta pessoa, caindo em nós, Nós seguros que nos unissem em eufemismos de desejo...manifesto. Indigesto, nos discursos de quem não sabe sonhar. Morrerei no mistério de tudo aquilo que me enfeitiça, Desembarcando no caís do teu corpo. Naquele que entorpeço, Em maravilhas. Nas linhas que nos unem, Ao mesmo ponto de chegada...

"Tempo"

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Enquanto houver tempo...amar-te-ei para lá daquilo que sou. Serei teu, na eternidade do beijo que espero. E dos sonhos que vou sonhando. Enquanto nos pertencermos, nada mais importa, nem mesmo a saudade que aperta. Na noite que cai em que não encontro, o teu corpo junto ao meu. Enquanto formos verdade, almejo o teu respirar alio ao meu ombro, No bater do coração, que nos envolve em segredos. Em confessos sentimentos. Enquanto sentir-te, tão pouco vale tanto, se pouco me dá bem mais que tanto. Se sou feliz vendo o teu sorriso, se sorriu na expressão do teu olhar...mais terno. Enquanto formos um só destino, não quero saber de outro caminho, De direcções inversas e de versos trovados, que ecoam da alma de um outro alguém. Enquanto houver tempo, seremos um mesmo coração, Cravado na imensidão de um amor, presente na palma da mão. (Puro sentimento vivo, a promessa de ficar, o não jurar.) Enquanto formos nós, seremos parte um do outro, Uma utopia alcançada em sonh...

"No silêncio"

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Pudesse eu ter-te aqui, num simples sopro de ar, em cama desfeita. Numa vida refeita, para além do verbo amar...conjugado a dois. Pudesse eu perder-me nos teus braços, sem tempo, sem destino. Perdurar no teu caminho. Deixando o efémero...morrer em mim. Pudesse eu ser o teu céu, um guerreiro voraz de espada e capote, Adormecer no teu peito. Sonhando um sonho tão real, nas minhas mãos. Pudesse eu pertencer-te. Em cada madrugada mal dormida, Na chegada e na partida. Sempre que o silêncio se esbater, ao falar do coração. Pudesse eu habitar no teu peito, em intempestivo sentimento. Tal como tu habitas o meu. Bombeando o meu coração. Pudesse eu não ter razão, viver na ausência de tudo, que continuaria a amar-te. Em estado de arte, no eufemismo desta paixão que arde por ti...

"Feitiço"

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Das ruas desertas, não quero ouvir falar. Não quero saber. Daquelas ruas volvidas para o mar, naquelas que ao meu olhar... perco-me em tua demanda. És tu, sempre tu! Mais que eu, mais que tanto. Quem almejo ter, nos meus braços. No compasso em que descompasso, Rendendo-me aos feitiços...do teu sentir. Despe-me o corpo, no eufemismo desta paixão ardente, Ensandece-me em segredos, conquistando-me num beijo prolongado. Crava-te em cada memória tua, que reside no meu peito. Neste homem que sou, Que contigo sonhou... muito antes de tua chegada. Sê a minha maior verdade, o tempo passado, um futuro delineado, Sobre as nossas mãos unidas, em tormentas de amor. Rouba-me tudo, enche-me daquilo que mais preciso...de ti. Torna-te a utopia alcançada, a vontade saciada, o desejo nosso. Em sentimento exposto, ao olhar repartido...no meu e no teu rosto. Sacia cada segundo em que te chamo. Preciso de ti nos meus braços! Prende-me na liberdade daquilo que somos, Simplesm...

"Teu"

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Quero-te, em cada vontade minha. Tão tua, tão nossa… Naquele intempestivo sentimento, em que me alimento, Esperando que venhas, rompendo esta minha espera desconcertante. Deita-te nos meus braços, perdura para lá daquilo que confesso, Em palavras escritas, largadas a este mar… em que não nego amar-te. Que todos digam, que outros falem! Apenas quero-te em mim… Nesta ânsia que tenho de ti, em corpo marcado pela tua presença. (Aquela que me alimenta o coração, em eufemismos de vaidade.) Quero-te, não fujo desta vontade, crescente e eloquente, Que faz devanear a minha alma, em detrimento das horas de sono perdidas… Invade-me o pensamento, os minutos que me compõem. Convido-te a mergulhares no meu mar. Eu serei teu. Em todas as ondas que nos juntam, Nos naufrágios em que caio - caindo nos teus beijos enfeitiçados. Quero-te, e é isso que me atormenta: querer-te sem cessar, Na inércia do pensar em que sinto o teu corpo, cravado no meu. Como pedaço de uma carne...

"Pertença"

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Rouba-me por momentos, destas ruas em que submerjo em mim, Em que não te sinto aqui. Para mal dos meus desejos mais penetrantes. Arrasta o meu corpo cheio de amor, este que transporta cada batimento meu, De um coração tão teu, como esta carne que preenche o meu ser. Reveste-me de confissões secretas, de sonhos pujantes, efémeros medos, Que quebro em silêncio. Mostrando-te a perseverança do meu querer. Deita-te nos meus braços e pertence-me, ficando intemporalmente na minha vida, Nesta que partilho contigo...sem dividir o meu peito, que é teu por inteiro. Adormece a meu lado, num qualquer espaço, naquele em que seremos ar, Um sopro livre de sentir. Como a chama em que ardemos, sem queimar. Abraça-me ao olhar da tua alma, desvenda-me em sorrisos, Que se marcam na pele, como ferida aberta em tempo de guerra. Respiremos ambos o mesmo momento, desnudos em utopias subtis, Almejando um pouco mais, sentindo os nossos corpos moldados. Um no outro, como sempre fomos,...