Vi-te...
Olhei, em silêncio, num café deserto, num pequeno aglomerado de multidão. Senti paixão ou então o prolongar de um amor que vem crescendo em mim, que me vai levando, que te vem trazido até à minha memória. Fiquei a admirar pelo espelho o teu rosto rosado, confesso que pode ser pecado mas eu, eu desejei os teus lábios naquele mesmo momento. Há muito que sonho contigo, comigo, connosco, há muito que sonho ter-te entre os meus braços. Senti-te naquele espaço pequeno, repleto de cadeiras, de mesas, desprovido de vida, daquela que encontro em abundância no teu corpo. Sempre brilhaste mais que todas as outras, mais que outros rostos, outros sorrisos, outros olhares. Desejei-te pelo que vejo em ti e não pelo o que os outros pensam, desejo-te pela vontade que despertas em mim, pela verdade que encontro por detrás de um corpo belo de mulher. Não te procurei muito mais, almejei que o teu olhar se cruzasse pelo meu, a noite invadia-me mas, continuava a querer-te intempestivamente ...