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Vi-te...

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Olhei, em silêncio, num café deserto, num pequeno aglomerado de multidão. Senti paixão ou então o prolongar de um amor que vem crescendo em mim, que me vai levando, que te vem trazido até à minha memória. Fiquei a admirar pelo espelho o teu rosto rosado, confesso que pode ser pecado mas eu, eu desejei os teus lábios naquele mesmo momento. Há muito que sonho contigo, comigo, connosco, há muito que sonho ter-te entre os meus braços. Senti-te naquele espaço pequeno, repleto de cadeiras, de mesas, desprovido de vida, daquela que encontro em  abundância  no teu corpo. Sempre brilhaste mais que todas as outras, mais que outros rostos, outros sorrisos, outros olhares. Desejei-te pelo que vejo em ti e não pelo o que os outros pensam, desejo-te pela vontade que despertas em mim, pela verdade que encontro por detrás de um corpo belo de mulher. Não te procurei muito mais, almejei que o teu olhar se cruzasse pelo meu, a noite invadia-me mas, continuava a querer-te intempestivamente ...

Amanhã...

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Toco-te, tocas-me, tocamo-nos, Deixamo-nos, agarramo-nos, predemo-nos, Depois vamos, depois voltamos, Entrelaçamos as mãos e perdemo-nos no olhar um de outro. Amamo-nos, no barulho, no silêncio dos nossos corações. Abstraímo-nos, sorrimo-nos, desejamo-nos, Avançamos, tentamos, arriscamos, ganhamos. Depois vem a vida, a história, a hora prometida. Dás, eu dou, damo-nos, beijamo-nos. Naquela noite, no meio das mascaras, no meio das luzes. Brilhas-me, cativas-me, chamas-me e eu, Eu vou, agarro-te, abraço-te, digo-te tudo, Tudo muda porque nós mudamos, porque nós, Nós vivemos, finalmente, o que desejamos...

Desnuda-me...

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Desnuda-me, aperta-me, junto a ti, Quero sentir-te, ter-te nas minhas mãos, Beijar-te, amar-te, saciar-te. Vem, um pouco mais, vem de vez, Envolve-te no meu abraço, aninha-te no meu corpo. Percorre-me, prende-me, enlouquece-me, Na presença da tua pele, na minha, dos teus lábios, nos meus. Vem, liberta-me da vontade, Ficaremos nesta liberdade. Envolve-me, aquece-me, deseja-me e... Eu, eu dou-te tudo de mim. Porque depois da paixão, Do desejo dos corpos e, até mesmo do ponto final, Vem o amar-te, o sonhar-te, vens sempre tu. Depois do ponto final . Amo-te...

Esta vontade de ti...

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O corpo pede, A vontade ordena, empurra, arrasta, Quero-te agora, Nesta hora, sem ver o tempo cessar. És ar, a minha vontade de lutar, A minha outra metade de mulher. O peito chama, Tu aqui, na minha vida, na minha cama, Sem drama nem ficção, Unidos os dois, de mãos entrelaçadas, na liberdade, naquele colchão. Desejo-te e não é pouco, Porque se fosse pouco seria louco e, Louco não sou a não ser por ti, Por isso quero-te, agora, sem demora, Nesta minha vontade que me devora, Nesta vontade de te amar...

ChamArte...

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Somos pura imaginação, o que nos une não foi inventado e, o que nos compõe, não pode ser escrito. Somos a combinação da cumplicidade ardente, da combustão acesa de um fogo intenso, de uma paixão que se ama. O que somos ninguém o foi, ninguém o será a não ser nós mesmos. Somos a cumplicidade tesuda de uma expressão safada, somos o tudo ou nada, somos a continuação, o seguimento dos nossos corpos. Confesso que gosto da sensação de saber que nada nos apagará de nós, que nem a morte, muito menos a vida passageira e a gente que deambula pelo nosso olhar. Os teus olhos irão sempre brilhar, neste peito fumegante, nesta carne que se agarra ao teu querer e faz o tempo sucumbir. E depois de tudo, do suor, do gemido, ficamos sempre desnudos, na sensação incompleta de querer mais, um pouco de ti, um pouco de mim, um tanto de nós. Porque, não são precisas fórmulas para nos decifrar, não são precisos  dialectos  para nos entender, somos apenas eternos, eternos no nosso próprio entende...

Momento...

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Coloca a música e lê-me. São 21:15h, a chuva cai lá fora e o meu corpo conforta-se numa manta quente que lhe cobre as pernas. Ouço uma melodia que emana de um velho rádio comprado a um vendedor que tivera encontrado na rua. Aqui apenas estou eu, eu, as letras e tu em mim, tu presente mesmo ao meu lado, sentada sobre a cama com lençóis de cor carmim. O calor do quarto reconforta-me, muito estas paredes têm ouvido, tantos segredos têm elas guardadas dentro de si. Hoje escrevo para ti, pedaço de mim em construção, mulher que me desperta paixão, que me incendeia o interior. Confesso-te que é amor, um amor duradouro, tal e qual como aqueles que ouvia falar, na boca desta gente, destas pessoas que deambulam pela rua à procura de um destino que está adormecido nelas mesmas. Eu encontrei-te na espuma do mar, no salgado das ondas que me banham os pés nas tardes frias de inverno, que me entranham nos poros fazendo conhecer o sabor intenso da minha vontade. Encosto-me ao sonho, não sou bom de ...

Cordas...

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Preferia não sentir-te, não te ter em mim. Preferia não ser este ser, ser algo mais, ser algo melhor. Preferia eu mergulhar nas ondas do teu mar ou então me perder. Confesso que te sinto mais do que devia, que te tenho, em mim, mais minutos do que aqueles em que me entrego ao respirar. Alimentas-me as fantasias, os sonhos e as poesias escritas nas horas tardias de uma noite que cai fria. Sinto-te na minha carne, entranhada na pele, como tatuagem marcada, feita numa altura em que, a consciência, perde o seu confronto contra o coração. Preferia dizer-te que não te sinto, que não te amo mas, estaria a mentir-te, estaria a mentir-me. Amo cada pormenor, cada espera, cada compasso, cada descompasso que crias em mim e que nem sabes. Preferia que o tempo se apagasse, que não amasse, que não acreditasse. Preferia que cá estivesses, que me tirasses as dúvidas, que me fizesses querer-te, ainda mais, mais do que aquele tanto que te quero. Preferia que noite chegasse e que, os olhos, se fechassem ...