Um dia...
Engraçado como o destino o tivera surpreendido num dia comum, as canções cheiravam a Natal e, no meio de sacos e de uma bebida quente, ele perdeu-se no meio da multidão. O anoitecer estava fresco e as luzes chamavam-lhe a atenção, roubavam tempo a um tempo que tivera tirado para si. Os passos eram lentos, estava uma eternidade para ser vivida naquele mesmo espaço, num compasso descompassado de palavras, no meio de ritmos diferentes de vida. Hoje o seu coração estava calmo, movia-se na liberdade do seu sentir e, num ápice de tempo, encontra-se com um outro olhar, cruza-se com um sorriso e segue, ambos seguem as suas rotas predestinadas ininterruptamente com um virar de ombros para prolongar um pouco mais o embate. Chegando ao carro pega nas chaves, coloca os sacos na bagageira e ouve um pequeno riso camuflado pelo barulho dos motores de outros carros. Olha para trás e ali estava ela, desconhecida ao seu olhar, surpreendente na atitude tomada. Ficaram numa conversa que se desenrolou num...