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Entre tudo...

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Roupas espalhadas pelo chão, gestos e gemidos de um prazer penetrável nas ondulações de dois corpos entregues a um sentimento designado de paixão. É tesão, braços contorcidos entre sussurros e gritos, é o matar do desejo, numa cama desfeita, no meio de um beijo. Olhares que se perdem, toques suaves que se tornam em vorazes apertões, que unem dois seres, dois corações. Sala repleta de luz, uma luz que passa pelas cortinas que esvoaçam com o vento, entre o carmim dos lençóis e o sabor salgado de uma pele bronzeada. Chamam-se em silêncios quebrados de um momento quente, pele arrepiada, transpirada, vestida de nada. Ouve-se ao longe o que chamam de tempestade, caem as primeiras chuvas de um Outono quase a chegar, o momento é aquele, numa casa de madeira com vista para o mar. O toque torna-se familiar, conhecem-se os pedidos mesmo sem nada falar, agarra-se, prende-se, liberta-se, provoca-se. Surge um bailado apenas dançado a dois, entre músicas de Ben Harper e rabiscos de frases para depoi...

Despe-me...

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Despe-me lentamente, no silêncio das palavras e na cumplicidade do olhar, Despe-me, agora, sem demora, que outrora eu rendi-me ao teu ser. Despe-me, num beijo roubado, num abraço apertado, num desejo saciado, Despe-me, intemporalmente, loucamente, ou ent ã o suavemente. Despe-me, no escuro, na claridade que passa pelas cortinas, Despe-me os medos, despe-me as d ú vidas, cobre-me de vontade. Despe-me as roupas, as barreiras e eu confesso-te o meu ama r, Despe-me no tempo que eu dispo-te em gestos c ú mplices. Despe-me, desta vez, outra talvez ou ent ã o para sempre, Despe-me hoje porque o amanh ã n ã o saberemos como ser á . Despe-me, provoca-me, faz-me querer-te ainda mais, Despe-me, numa palavra, numa melodia ou num sonho sonhado de olhos abertos. Despe-me, no areal, numa noite ao luar, despe-me, n ã o s ó de roupa, de vontade de te ter. Despe-me, chama-me, h á tanto que te espero que tanto aumenta por ti, Despe-me, fica em mim, eu cubro-te de tudo o qu...

Veemente sentimento...

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Corpos despidos em cama ardente, Paixão intensa de um ser eloquente, Prosas, promessas e roupas rasgadas, Vidas vividas, outras penduradas, Paixão intensa depositada num respirar, São gestos ofegantes de quem sabe amar, Olhares trocados à luz de uma vela, Caminhos traçados nas mãos dela, Magia vivida compartilhada a dois, Momento presente sem pensar no depois, São riscos cometidos, frutos proibidos, Muralhas caídas em desejos vividos, São apenas palavras que debitam razão, Vozes que emanam de um mesmo coração, Noites em que dois se tornam num só,                                      Gestos, cumplicidades que formam um nó, Vida expressa em recordações sentidas, De quem não espera, vive sem barreiras construídas...

Desejo Cárneo...

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Só tenho a agradecer todas a ajuda na votação mas, devido a um erro, tudo ficou em suspenso até Segunda-feira. Penso que tudo será recomeçado desde o inicio mas para isso irei contar com a vossa ajuda para conseguir recuperar todos os votos. Um grande OBRIGADO para todos... U m pequeno toque, um grande desejo, olhares trocados e uma vontade de agarrar o mundo. Eram memórias ancoradas a corações palpitantes, sorrisos contagiantes e melodias  perceptíveis  apenas por poucos. Instantes vividos, sentidos, agarrados naquelas horas perdidas de segundos, esquecidas de muros, despidas de mascaras. Um viver ali vivido, um viver de si esquecido, roupas espalhadas pelo chão, gestos, gemidos, prazer vivido a dois, um prazer que parecia não ter fim. Por entre beijos rasgados e apertões escárnios moldavam aquela peça, aquela fusão de dois corpos, de dois corações, de um só desejo. Banhavam-se de sonhos, erguiam vontades, eram dois pássaros livres numa cama de cor escarlate. ...

Poesia de corpos despidos...

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São vidas, horas, escolhas, promessas. São vontades inacabáveis, sonhos tão alcançáveis. São rios de ternura, olhares verdadeiros, são amores vividos, são momentos repartidos. São histórias reais, de pessoas reiais, de pessoas que se arriscam a viver, de pessoas que um dia souberam o que era amar. São instantes marcantes, tatuagens em forma de memória, são livros abertos, são livros com uma história. São mais do que simples olhares, mais que corpos entrelaçados, são dois amantes, são dois enamorados. São poesia que escuta o silêncio, são denúncias de amor vivido, são o agarrar de vontades de dois, são o viver, são o querer sem ser para depois. São vontades expressas em gestos profundos, são a complementaridade de um beijo, o realizar do desejo. São palavras que se calam para sentirem a pulsação, são mais do que a soma dos dias, são a arte como forma de expressão. São o que nunca ninguém foi, são o que sempre quiserem ser, arriscaram-se a amar, começaram os dois a vi...