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Mentira...

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Deixo-vos um texto alusivo ao dia das mentiras, com isto não procuro mentir nem distorcer nada, mas pretendo mostrar como a palavra “mentira” pode originar sentimento em quem lê, em quem sabe amar. Espero que gostem desta história, deste desabafo ditado na primeira pessoa para que se possam envolver com mais vontade... Não minto quando escrevo para ti, quando acrescento mais uma série de palavras a tantas outras que te vou endereçando. Não te minto quando te quero ter, quando em cada música te revelo um desejo meu. Não minto quando te confesso que o sentimento se torna crescente e que a saudade é tanta mesmo sem te tocar. Não te minto, não te minto que já fui um ser errante e que hoje almejo a tua presença. Não minto, não minto quando passo horas a pensar qual será a melhor forma de te mostrar, a melhor forma de a ti chegar. Não minto quando te sinto perto mas receio que a distância nos acabe por separar. Não minto quando digo que luto, que cuido, que desejo, não mint...

A força que há em nós...

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Hoje deixo algo diferente, algo que gostava que lessem, que colocasse a música e deixasse-se guiar pela história, pelo sentimento que ela mostra... Beijos e Abraços. Há muito as palavras preenchem as paredes desta minha casa. Descalço, sigo a direcção da luz que entra pelas ventanas desta janela. Ainda sinto o aroma daquele café forte, daquele café quente que me aquecia o corpo, que me revigorava a alma. Encontro naquele caminho a porta entreaberta da sala, aquela sala que não me atrevo a entrar, onde tudo perde a cor, em que as fotografias se conjugam na perfeição com o negrume das paredes. Sinto a tua falta, sinto a falta do aconchego do teu abraço, da doçura do teu olhar, da voz que ecoava por entre estes corredores esquecidos de vida. Melodia triste esta, melodia que me faz cair na dura realidade que tanto ignoro, vivo num sonho meu, vivo nesta divisão em que o sol está pintado nas paredes, nestas paredes que ainda conseguem suportar a cor. Velho de mim, velho e gasto como os...

Por entre gestos cúmplices...

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Entre olhares penetrantes, entre dois seres errantes estavam eles, despidos de tudo, entregues à paixão que lhes aquecia o corpo, que lhes tremia o ser. Sabiam que aquele momento era único, que aquele sentimento era intenso, intenso na medida em que tudo parecia acabar quando ambos começavam a partilhar uma vida a dois. Entre abraços apertados e uma cumplicidade contagiante, falavam de amor, viviam o amor, sentiam cada desejo realizado, cada sonho que deixava de o ser, para se tornar numa contante que contemplava aquele presente que lhes via crescer. Eram palavras dispersas, perguntas sem resposta, dúvidas que ali se dissipavam, com um simples olhar, com uma troca de caricias e com um tempo que não encontrava minutos, que por eles não passava. Paixões ardentes, vividas sem barreiras, nem fronteiras, paixões entre duas pessoas, entre dois corações que se querem. Haverá algo errado? Errado é não se viver, é partir esquecendo o que nos compõe, o que somos, o que queremos junto a nós, an...