Fragmento...
Os olhares cruzaram-se, cruzaram-se os destinos naquela sala, naquele lugar em que a multidão se misturava noutros ideais. Procurava a diferença, confesso que o fazia há tanto tempo que me alienava desta vida meio vivida em que todos nós vivemos. Acreditei, acredito nestes sonhos ainda, acredito mas, como li hoje, “A nossa cabeça é redonda para nos possibilitar mudar de direcção”. Os portos de abrigo ficam longe e engane-se quem acredita que chegou ao final da caminhada. Eu continuo a seguir, sem direcção nem destino, gosto da liberdade, gosto da verdade. O corpo não tremera, ou então tremera que nem varinhas verdes numa noite de vendaval. Procurei-te, confesso, que os meus olhos procuravam-te, de forma consciente, de forma secreta para que a multidão nem entendesse. Nada ficou, apenas o silêncio, um silêncio que se sentia, um silêncio que dispensava apresentação. Assim despedi-me daquela sala, o pano caiu, e a rua foi a minha conselheira até chegar a casa. As imagens passavam de form...