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Um tanto de ti...

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Ai o que eu queria, queria tanto partir, agarrar nas malas, fugir. Tanto, tanto que queria ver, sentir, tocar, ficar, amar, sonhar, sentir. Tanto, tanto que em tão pouco tempo queria viver. Tanto. Descobrir, correr, aprender, lutar. Tanto que queria, tanto que te quero. Ai como quero sabendo o que é querer, tanto quero que não consigo dizer. Tanto, tanto quero, tanto te espero, tanto te sonho, tanto te digo sem nada contar. Ai como quero, agarrar, beijar, abraçar, amar, respeitar, olhar, sussurrar ou até mesmo cantar. Tanto, tanto em tão simples sentimento, tanto em tão breves palavras. Ai, ai se o tempo fosse espelho de mim eu seria o espelho do teu sorrir, seria um coração livre que o teu corpo iria habitar. Tanto te digo, tanto fica por dizer. Tanto correr, saltar, quebrar, mostrar, diferenciar, sentir. Tanto que sou eu, tão pouco que é todo o resto. Ai como senti, como te sinto, como vejo a tua presença na rua do lado, na esquina da minha cidade. Tanto te quero, tanto te espero, t…

Suspiro...

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Ouvia-se ao longe a trovoada que chegava aquele lugar, as gotas de chuva caiam sobre as telhas e, o soalho, era aquecido pela lareira acesa ao cair da noite. Na poltrona estava o livro escrito pelos dois, aquele emaranhado de capítulos redigidos em conjunto, repletos de vivências que sobressaiam dos sonhos confessados. Os olhares há muito que se entendiam, as palavras não precisavam ser ditas e, convidando-a para dançar, ele colocou um disco de vinil a tocar naquela caixa antiga herdada dos seus avós. Ali permaneceram durante uma eternidade de tempo, numa mistura de passos descompassados num bailado guiado pela vontade que lhes percorria o corpo. O rosto dela estava avermelhado, no meio de uma pele esbranquiçada e ao mesmo tempo tão suave, ele avistava as rosas que davam àquele ser um toque especial, um toque que o prendera num só corpo, num só coração. Os sentimentos mais verdadeiros não precisam ser falados, não precisam ser gritados, eles ecoam por entre a inteligibilidade do sentir,…

Continuo a querer(te)...

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Continuo a querer-te como sempre quis, continuo a sonhar como sempre sonhei, a amar como sempre amei. Continuo a querer uma história verdadeira, um amor que não acabe e um presente repleto de sonhos vividos, de mãos apertadas e de beijos sentidos. Continuo a querer, a querer um cantinho não meu mas nosso, um refúgio para as nossas almas, um lugar em que possamos pousar depois de voarmos livremente. Continuo a acreditar, a acreditar num futuro sem fim, num presente repleto de sorrisos e no poder do querer, do sentir, do desejar. Continuo a seguir os meus caminhos, em projectar um destino, a ser fiel ao que sempre fui. Continuo a saber por onde ir, com quem ir, continuo a desejar, a desejar-te. Não quero muito, não desejo muito, apenas e somente, um amor que não pare de crescer, um respeito que nunca acabe, um querer que nunca se dissipe, um toque de felicidade e uma pitada de saúde. O que quero é que este meu acreditar não acabe, que os valores não acabem, que as pessoas como tu não ac…

Um tanto meu...

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Confesso que sou um sonhador, um homem de grandes paixões que não concebe o amor por metades. Gosto da diferença, daquela em que as pessoas são o que são e lutam pelo que, realmente, querem. Sou um imaginador, um confesso apaixonado da liberdade e do sentimento que nos faz ver coisas para além do que tantos vêem. Percorro os caminhos mais longos, nunca fui de atalhos e muito menos de substituições com o fim ao esquecimento de um outro alguém. Gosto da adrenalina de um beijo que nos faça suster o ar, gosto de sentir a pele arrepiar e gosto daquela emoção que tantos chamam de “borboletas nos estômago . Sou um amante da simplicidade, das pequenas coisas que para mim são enormes, de um tempo longínquo ou de um viver permanente, sem intervalos, sem reticências, sem desculpas. Acredito naquele fogo que permanece independentemente da distância, daquele fogo que aquece, que ateia, que pede, que não queima. Não há nada melhor na vida do que voar por aí, sem direcção nem destino, aproveitando c…

A história d´gente...

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Percorrera aquele caminho antes, era jovem aventureiro, presente e real, vivia o sonho de ser feliz e lutava com a força que lhe vinha do coração. Chamavam-lhe livre e era assim que era, corria mundos reais, vivia histórias verdadeiras, amarrava-se ao mais certo e voava sempre que algo encontrava o fim, sempre que de amor não eram feitas as palavras. Repleto de tudo, vivia de pouco, sorria com a simplicidade de um olhar, chorava com a história de quem se esqueceu de si. Sempre igual a ele, sempre diferente de todos os outros. De sombra se tornou luz da sua própria história, de espectro fez um castelo de projectos em que se refugiou, em que guardou o coração para, posteriormente, entregar a quem lhe fez feliz, a quem ele nunca enganou. Amante, amigo, guerreiro, marinheiro, percorreu tantos mares, atravessou tantos terrenos pantanosos que lhe prendiam os passos, que nunca lhes apagaram os sonhos. Seguidor de um amor intenso, vive segundo as melodias alegres que ia coleccionando no decor…

Há três anos que se vive por cá...

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Foram horas e horas entre palavras que tanto falam de sentimentos, são fragmentos de pessoas, caminhos percorridos, amores vividos e outros tantos por viver. É o crescer, o descanso do guerreiro e a partida para nunca mais voltar. Oceanos de vontade, sonhos contidos, histórias reais e outras tantas almejadas. Futuros, presentes e passados, olhares, sorrisos envergonhados, beijos roubados. É o conhecimento de um outro caminho, caminhos que desconhecem atalhos, são verdades, são eternidades. Versos misturados de prosas, camas desfeitas, o mar salgado, a praia ou as ruas estreitas. Casas de madeira, pianos, cortinas ou flores oferecidas com um bilhete que confessa a paixão. É o descobrir, o quebrar da monotonia, o viver de cada dia, o aproveitar da vida. São desejos de um homem em construção, a força de um querer, a diferença de um amar, a particularidade de um querer. É o acreditar numa expressão inacabada, são versículos de contos contados e outros tantos projectados, são a hora, os mi…

O tua presença em mim...

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Admirava-te ao longe, corrias por entre as árvores de cor castanha em que o escarlate do Outono desenhava o teu corpo numa sinfonia alegre. Por momentos não me aproximei, sentia-te junta a mim, mesmo naquele silêncio quebrado pelas doces palavras que ias largando ao vento. Estavas vestida com uma saia de linho e uma blusa da tua cor favorita, daquela mesma que tantas vezes me mandavas em papel de cartas que guardo até hoje. Sorrias de uma forma tão natural e eu, ali sentado, contemplava a vida debaixo do alpendre da nossa casa de madeira construída com vista para o mar. Os meus passos eram firmes, firmes como as rochas em que nos deitávamos para apreciarmos mais um pôr-do-sol.
Olhavas a vida de outra forma, de uma forma livre e selvagem que eu tanto admirava, olhas para além do que é visível e, com isto, eu desnudo a tua alma pedindo sempre mais, um mais que te dou neste passar de horas que para nós são simples segundos. A minha certeza é querer-te, querer-te como estas letras escritas…