Despedida...
As
mãos pediam mais, mais de uma vida que escorria por entre os dedos gastos de
lutar. Ele, ele sempre será um sonhador, aventureiro de uma vida desenhada na
palma da sua mão. Ela, ela nem ele sabe como será, apenas uma aragem
passageira, uma palavra calada, um coração mudo. Os mundos cruzaram-se, os
olhares tocaram-se e a vida criou marés que os fizeram afastar. Distâncias,
pontes, inseguranças, tantos ficou por dizer mas, a vida seguiu, a vida tomou
um outro rumo. Existem
amores que são destinados a morrer, por mais que não se queira, por mais que
não se acredite. Ele caminhou, seguiu nas ruas daquela vila à beira mar e
respirando, sentiu que o futuro seria outra coisa, passaria por outro lugar,
por outras paisagem que imaginara no seu perfeito juízo. O tempo passa, passam
as memórias e ficam as recordações, aquelas vagas em que ele deu de si
recolhendo dela sinais dispersos, difusos sons imperfectíveis ao seu querer. Amores
vividos, gastos num presente em que nada foi permanente, em …