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O outro lado...

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Despediu-se com um abraço apertado e partiu, sabe que o coração agora já esta recuperado e a vontade de amar novamente se torna muito maior do que as lembranças que ainda iam permanecendo tão vivas em si, na sua forma de encarar a vida. Olhou para trás, para ver tudo o que ali ficava, agora o caminho era outro e as suas pegadas desapareciam com o bater das ondas no areal daquele lugar. Estava frio, estava um frio que fez ela partir e quando ele olhou pela última vez, já nem o rasto dela existia, já nem o cheio permanecia no ar que um dia foi perfumado por os sonhos de ambos e pelas melodias que ecoavam por entre os ventos e as brisas frescas que ali passavam. Esqueceu-se do nós, esqueceu-se de plurais e viveu a singularidade da sua existência, a sua forma tão peculiar e única de sonhar, de lutar por esses sonhos e de os viver com a intensidade que o momento assim permitia. Nunca foi de pedir porque saberia que assim iria ter algo sem esforço, sem luta e isso desvalorizava todo o momen…

São palavras, apenas palavras...

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Se ao menos tudo fosse diferente, diferente seria esta história, esta vontade que não se resume apenas a um simples e terno olhar. Assim, surge aquilo que tento abafar, que tento esquecer, no passar dos dias e das horas em que o coração pensa em desistir mas que a força torna-se maior. Hoje vejo que há momentos nos quais temos que partir, não por sermos fracos, mas sim por esta ser a única forma de sarar o coração e de voltar a colocar um sorriso no rosto. Por entre a neblina da noite perco-te de vista e por entre os dias de sol vejo que afinal já te perdi. Encaro o amor como uma forma de vida e com ele vou aprendendo a reinventar as minhas histórias, os meus sonhos mais sonhados, porque na verdade não sou o que já fui e sei que amanhã irei moldar aquilo que sou por aquilo que quero, por alguém que certamente se coaduna com a minha forma de encarar a felicidade através dos sentimentos perdidos e esquecidos pelo tempo e por esta forma de se viver neste mundo muitas vezes desprovido do …

Foi melhor assim...

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Se dissessem que a vida era fácil, certamente jamais lutaríamos pelos nossos sonhos. Se um dia nos contassem que o amor era uma brincadeira de crianças, acabaríamos por nos entregar à aventura em vez de vivermos por sentimentos. Se os sonhos fossem todos realizáveis acabaríamos por perder o dom de sonhar e assim construíamos um mundo sem o mínimo de esforço, entregues aquilo que se pode chamar de irracionalidade. A vida acaba por ser assim, um fio, um pedaço de nada que se torna em tudo sempre que vontade não é pequena e o caminho continua a ser percorrido pelos nossos passos, pela nossa vontade incontrolável de sermos felizes acima de tudo. Olha-se e vive-se, perde-se e esquece-se, assim vamos vivendo neste mundo em que a inconstância se torna a palavra de ordem, em que o amor por vezes é esquecido para dar lugar a um vazio de ideias e sentimentos que acabam por afectar quem entrega tudo de si procurando um tudo para ser feliz, que procura uma história real, baseada naquilo que se so…

O reaprender do amor...

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A saudade permanece tão acesa neste meu peito deslaçarado, a força parece tão diminuta comparada com os dias em que o sol ainda chegava a penetrar as vidraças deste meu quarto. O amor parece perdido, esquecido no meio das recordações que tanto peço para esquecer, que tanto imploro para que voem e deixem em mim apenas simples laivos de uma vida que foi vivida com uma intensidade que agora já nem conhece a sua razão de existir. Caminho, assim, por entre as ruas que me seguram as pisadas em direcção a um caminho que nem sei bem qual, nem sei onde me irá levar. Não consigo pensar hoje, não consigo acreditar por mais que saiba que esse mesmo acreditar me fará reerguer de novo, levantar, sarar as feridas e continuar a lutar como sempre o fiz, como nunca desaprendi. O coração pediu umas férias, um pouco de tempo para poder ver a realidade tal e qual como ela é, despida de sonhos, de vontades, de projectos e de sombras daquelas pessoas que pensávamos serem bem mais do que simples formatações …

A sinceridade daquilo que nem sequer se pode chamar amor...

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Falavas-me de amor, daquele mesmo que nunca vivemos, olhavas, fugias e eu deixava-te passar por entre os dedos das minhas mãos, daquelas mesmas que nunca te agarram, que nunca se entrelaçaram nas tuas. O tempo passou e certamente as horas mudaram tudo, o sentimento que parecia tão vivo desvaneceu nas ruas e ruelas de uma terra que não podemos chamar nossa. Sempre acreditei que o sentimento não seria verdadeiro porque, se assim o fosse, jamais se perderia pelo passar dos segundos ou até mesmo pela distância que se resume a nada sempre que há um amor maior, uma forma de amar bem diferente das efémeras que vamos encontrando todos os dias, em todos os lugares. O silêncio permaneceu e sinceramente foi melhor assim, foi melhor esquecer uma história que nunca seria a nossa história, esquecer um momento, uma figura, uma forma e embarcar, deste modo, no refúgio das palavras e dos amores que elas vão representando de uma forma tão viva e ao mesmo tempo tão irracional. O coração esqueceu-se de t…

Um passado revisto no presente...

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Seguia os teus passos, fechava os olhos e entregava-me ao sorriso que permanecia ancorado ao meu imaginário, aquele mesmo que se formou pelos sonhos que começaram a ter forma, que começaram a ter a tua forma. Não pedia muito porque, certamente, a vida me viria a dar aquilo que sempre procurei, a minha felicidade, à minha medida, à medida do nosso amor. Percorríamos mundos, saltávamos abismos, e assim, íamos escrevendo a nosso história, repleta de capítulos, uns rasgados e outros guardados como a preciosidade mais importante que tínhamos. Sabíamos sentir, sentíamos de uma forma tal, que não eram precisas palavras, não eram necessários argumentos, apenas o olhar e tudo aquilo que ele nos ia ditando, nos ia entregando um ou outro. Lembro-me dos teus cabelos que esvoaçavam com o vento e a tua forma tão peculiar de o prenderes, de amarrares com qualquer resto de uma natureza morta que em ti criava vida, que em ti sempre encontrou muito para além da efemeridade de um amor ou até mesmo de um…

Sorriso...

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Caminhavamos por entre as areias finas daquela nossa praia, daquele nosso refúgio onde um dia eu descobri o teu sorriso, a tua pele cheirava a Verão e os teus lábios tinham o suave sabor do salgado do mar, foi naquele lugar, naquele mesmo cantinho que nos amamos por entre uma paixão avassaladora e ao mesmo tempo tão sentida. O teu sorriso prendia-me e as minhas mãos procuravam o renascer dos meus sonhos, agarraste-me o coração e eu entreguei-o a ti, tão naturalmente porque sentia a consistência das tuas mãos, a força do teu amor. Vivemos o amor como nunca foi vivido, ali naquele lugar que parecia não ter nada mas que para nós tinha tudo, aquele tudo que nos alimentava até nas noites mais geladas de um Inverno que acabou por chegar. Pensávamos, sentíamos e assim construíamos aquilo que para muitos não é conhecido mas que nós sabíamos tão bem o que era. Entrelaçavas o teu cabelo com as folhas secas das árvores e eu ali ficava, a admirar-te naquele gesto tão simples mas que para mim tinh…