O outro lado...
Despediu-se com um abraço apertado e partiu, sabe que o coração agora já esta recuperado e a vontade de amar novamente se torna muito maior do que as lembranças que ainda iam permanecendo tão vivas em si, na sua forma de encarar a vida. Olhou para trás, para ver tudo o que ali ficava, agora o caminho era outro e as suas pegadas desapareciam com o bater das ondas no areal daquele lugar. Estava frio, estava um frio que fez ela partir e quando ele olhou pela última vez, já nem o rasto dela existia, já nem o cheio permanecia no ar que um dia foi perfumado por os sonhos de ambos e pelas melodias que ecoavam por entre os ventos e as brisas frescas que ali passavam. Esqueceu-se do nós, esqueceu-se de plurais e viveu a singularidade da sua existência, a sua forma tão peculiar e única de sonhar, de lutar por esses sonhos e de os viver com a intensidade que o momento assim permitia. Nunca foi de pedir porque saberia que assim iria ter algo sem esforço, sem luta e isso desvalorizava todo o momen…