Espera...
Os laivos daquele sentimento perdido, laivos que pintam o meu coração de sangue, aquele sangue derramado no dia da despedida, no dia em que os sonhos caíram por terra e as palavras calaram-se por entre as chuvas de um inverno e as roupas quentes que me aconchegavam o corpo mas não o que mais precisava, o coração. Foi tudo uma simples história, mais algo que conheceu o fim de um coração que se dividiu em dois e partiram rumo a caminhos diferentes, rumo aquilo que chamavam de felicidade. O cheiro permaneceu, aquele simples cheiro ficou em cada peça de roupa, em cada casaco de lã e blusas aconchegantes, onde te encostavas e repousavas depois de um dia cansativo, depois de gastares todas as energias que sempre tiveste. Hoje apenas tudo não passa de um passado, de um passado vivido, sofrido mas com muita coisa inesquecível e que permanece ancorada a cada música, a cada lugar e a cada verso que um dia foi escrito sobre tudo isto, sofre todo este nada que agora aqui fica, que agora aqui come…