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A mostrar mensagens com a etiqueta Sentimentos

Tempus...

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Espectros passados de uma vida meio vivida, naquela hora, naquele mesmo lugar, tudo se dissipava nas águas turvas que limpavam o corpo daquele homem, o coração daquela alma que lutava por uma felicidade que deixara de ser utópica. Por entre sorrisos e gestos descontrolados, erguia-se a vontade no encarnado sangue de um guerreiro que, em tempos, descobriu o que era o amor. Pinceladas de vida, uma vida por viver no retrato minimalista de linhas cruzadas que revelavam sonhos antigos, agora presentes, numa história em constante mutação. São escolhas de caminhos, atalhos descurados por quem segue nas avenidas de um receio perdido pela vontade maior de arriscar. Sobreviventes, chamas ardentes de quem de si não se perdeu, de quem preserva, nas suas mãos, a forte força de acreditar na plenitude de um acto heróico que não contempla quem vive na sombra de um medo ofuscante. Criança vista crescer, maturidade assente nas travessas de uma escolha que o fez seguir rumo aos mares mais profundos, aos…

Entre palavras e desejos...

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Um pequeno toque, um grande desejo, olhares trocados e uma vontade de agarrar o mundo. Eram memórias ancoradas a corações palpitantes, sorrisos contagiantes e melodias perceptíveis apenas por poucos. Instantes vividos, sentidos, agarrados naquelas horas perdidas de segundos, esquecidas de muros, despidas de mascaras. Um viver ali vivido, um viver de si esquecido, roupas espalhadas pelo chão, gestos, gemidos, prazer repartido a dois, um prazer que parecia não ter fim. Por entre beijos rasgados e apertões escárnios moldavam aquela peça, aquela fusão de dois corpos, de dois corações, de um só desejo. Banhavam-se de sonhos, erguiam vontades, eram dois pássaros livres numa cama de cor escarlate. Falavam segredando, agarravam querendo ficar, esqueciam espectros e viviam apenas os momentos, desejosos de mais, suspirando como seres ofegantes. Noites frias tornadas quentes, noites em que o calor entrava por aqueles dois amantes, por aqueles dois seres despidos de tudo, vulneráveis ao seu senti…

A pele da minha vontade...

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As palavras são espelho do sentir, São as frases que me compõem levando-me a sorrir, Pequenas histórias contadas de um amor por explorar, Caminhos seguidos, sentimentos tidos sem nada explicar. É o sonho tardio que chega ao dormir, Uma sensação de ter-te por perto, de te sentir, Os olhos brilham e a voz teima em calar, As mãos procuram e a vontade é tanta de te abraçar. O amor cresceu num peito esquecido de si, Foi o renascer do tempo que há tanto perdi, Hoje é mais o lutar por o que se quer, O teu lugar é aqui, por isso, deixo o momento acontecer. Resta este tempo que nos faz pensar, Esta distância de dois corpos que não nos consegue separar, É a espera que compensa, a força de um querer, Chega o momento da decisão e tudo pode acontecer. Se há vontade maior, se existe querer, Se estas ruas nos conhecem, sabem o que é saber, Se tu e eu nos cruzarmos no destino, quebrarmos com a efemeridade, Daremos assim um beijo, um beijo que perdura na eternidade...

Não há palavras que falem mais do que aquilo que o co…

Confissões à média luz...

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Hoje deixo uma mistura de palavras que nada falam, que falam por tanto. Sejam felizes e hoje passarei pelos vossos blogs. Beijos e Abraços
Mantos de neblina em tela pintada. Fragmentos desfragmentados de dois corpos abraçados, duas almas beijadas. Sorrisos espelhados em escarlate vontade de um amante presente. Horas vivas, vivas histórias que te banham a vontade. Amor em formato de letras, letras vivas na imensa utopia alcançada pelas mãos de quem luta incessantemente. Vontade de ter, agarrar de um mundo que se dissipa nas noites em que os sonhos chegam ao teu cais, se ancoram ao teu peito. Pequena gosta do oceano que te banha, compasso descompassado de uma melodia que te corre nas veias, que se alberga no teu ser. Sede de infinito, infinito peculiar que se constrói no teu acto de amar, no sentimento que em ti renasce nas linhas que reinventas em cada novo projecto. Vida vivida, projecto em forma de gente, fado cantarolado na luz de um sol diferente. Serás tu diferente? Passos firmes n…

Uma outra carta...

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Um muito OBRIGADO a todos que nestes dias ajudaram em votos e em partilhas. Sejam felizes, construam essa felicidade!!

Hoje fica mais uma carta escrita ao som de Ott Lepland - Kuula Ouve-me, sente o pulsar do meu coração. Ouve-me, escuta o teu sentir, ouve o meu sonhar, ouve o meu desejo. Silencio que perdura, tempos parados em que te espero nas esquinas e nas vielas desta terra, neste despido terreno em que a vulnerabilidade do meu coração é isco para espectros que se alimentam de lágrimas. Não quero perder esta minha memória, não quero agarrar-me a mascaras que me camuflem o rosto, que te mostrem um sorriso encenado que não é meu. Sempre fui livre, livre de estereótipos de palavras fracassadas, tenho as minhas verdades e tu, tu, sempre foste a maior delas todas. Dissipada nos caminhos do destino, perdida nos enganos das escolhas continuas a habitar em mim, a viver nesta casa de portas e janelas fechadas, neste refúgio com o teu nome escrito em todas as paredes que ele compõem. São des…