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Isto que dizem que é o Amor...

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O amor não carece de concepções,  falsas noções, más interpretações. O amor é livre, intemporal, sentimental, carnal. O amor encontra-se por aí, nas paredes escritas, nas músicas compostas, nas perguntas, nas respostas. O amor não é tocável e muito menos instável, o amor, causador de insanidade, de loucura, de verdade. O amor não é estrutura e muito menos prisão, amor de verdade, fica na presença, na ausência, no abraço, na saudade. Troca-se amor por aí, nas mesas de um café, num bilhete deixado, numa sala, em qualquer lado. O amor quer-se selvagem, confiável, seguro, mutável. O amor não resiste ao monótono, às palavras caladas, às conversas encenadas e muito menos as lutas inacabadas. O amor assume qualquer forma, qualquer corpo, qualquer alma desde que se esteja disposto. O amor não é, apenas, para os fortes, o amor vive nas ruas pintadas, nas gentes sonhadas e até mesmo num simples olhar. Não me falem que o amor é um livro escrito, o amor escreve-se a cada dia, sem coisas forçadas,…

Contornus...

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A vida tivera dado tantas voltas, tantos os rumos seguidos, tantos os desejos pedidos. Nós estávamos ali, um perante o outro, despidos, juntos, olhando na altivez de um sentimento que perdurava há tanto tempo. Em palavras mudas comecei a dedilhar o teu ser, fechei os olhos e deixei-me ir, toque a toque, sentido a sentido. Sentia-te, perto, o teu respirar estava colado ao meu fazendo, de nós, a continuação um do outro, a resposta das perguntas que tanto fazíamos. Naquele momento, naquele lugar nada éramos e, ao mesmo tempo, em tudo nos tornávamos, silenciosamente confessávamos e no silêncio das nossas vozes entendíamos tudo num dialecto apenas nosso. Um dia disseste-me que a vida seguia o rumo das nossas escolhas, que éramos carne, coração, prosa ou canção. Disseste-me que o tempo nada era e que as horas passavam fazendo, de nós, trovadores da nossa própria vida. Esses dias para mim tudo são, nunca contei tempos e muito menos caminhos, sempre preferi ser livre, reagir por instinto, deix…

O que deixas por cá...

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O vento arrasta o meu corpo por estas ruas, neste refúgio dos meus sentidos. Entre vozes e sorrisos camuflados procuro a tua alma no meio de tantas, procuro a minha verdade e não mentiras em gestos contorcidos ou corações amargurados. Na liberdade das minhas escolhas escalo mais uma montanha, mais um monte erigido sobre os sonhos que vou sonhando e as vontades que me compõem. Sou o que tanto quis ser, sou este homem que sente, que recorda, que chora, que ri, que guarda, que luta, que não desiste de um grande amor. Vida, vida retratada em sons e fotografias que matam a vontade, que apaziguam o coração, que acalmam esta vontade de tudo largar e para os teus braços correr. Pode parecer mais um devaneio, mais um sonho em que me perco mas, a realidade do sentimento, está lá, a realidade de um querer que atravessa rios, que quebra distâncias e a tua alma beija. Horas vividas e outras tantas por viver, é a história, é a memória de algo por acontecer. O tempo passa mas o verdadeiro permanece,…

No balanço do coração...

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Aventurava-se sobre a firmeza das palavras que escrevera anteriormente. Sonhador, seguiu rumo a um destino desconhecido, apenas acompanhado da sua mala e daquele sentimento que detinha dentro do peito. Livre, descrito como um pássaro livre há muito se tivera entregue ao amor, aquele amor distante que o compunha, que o fazia seguir naquela estrada até ao encontro de quem um dia o cativou.
Chamava-se Santiago, um nome com história, uma história de lutas e guerras em que os seus pais, devotos de um poder superior, fugiram contra tudo e todos para gerarem o que hoje é ele, este homem que vê no amor o mais poderoso poder que o ser humano pode possuir no seu interior. Desde pequeno se diferenciou, incompreendido por muitos, esquecido por outros tantos, formou-se como hoje é, acredita nas suas verdades e persegue os ideais daquilo que dá significado ao seu seguir. São horas despidas, dias compilados entre sol e a chuva que bate nas vidraças da sua casa à beira do mar.
Filho da terra, aquela te…

Um toque de sal...

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Queira eu parta ou não, queira eu ser mar ou oceano, queira eu ser tempestade ou um posso de humanidade, queira eu ser um dia. Queira eu ser mais alto, maior do que os homens, morder, agarrar, prender. Queira eu ser homem, queira eu amar uma mulher. Queira eu ser ponte, fragmento, folha de papel ou um livro de histórias para crianças. Queira eu ser presente, queira eu ser fado, queira eu ser passado. Queira eu ser distância, olhos que não vêem, pele que não toca, pobre de dinheiro. Queira eu ser herdeiro, queira eu ser marinheiro. Queira eu ser um passo de cada vez, uma estrada talvez ou um simples atalho pronto a explorar. Queira eu ser amor, queira eu ser amar. Queira ser eu um crente de ti, um sonhador, um narrador ou até mesmo um trovador que na tua janela vai falar. Queira eu ser tanto, queira eu ser ausência de pranto, queira eu sempre te amar. Queira eu ser olhos que abraçam, lábios que chamam, alma que se liberta. Queira eu ser um tempo, queira eu ser poeta. Queira eu seguir p…

Rio Tejo...

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Deitavas a cabeça sobre o meu ombro, sentia-te, sentia o pulsar do teu coração numa corregia desenfreada, num olhar trocado. Ficamos ali horas a fio, loucos, entregues a uma loucura tão nossa, a um sonho vivo em segredos sussurrantes. Caminhamos tantos quilómetros até ali chegar, enfrentamos barreiras, derrubamos muros, voamos por paisagens desconhecidas e pousamos num lugar qualquer – pouco importa o lugar quando se fala na linguagem do amor. Éramos o nosso próprio segredo, um sentimento vivido, gasto por nós mesmos, agarrado à nossa pele, parte integrante do nosso respirar. Éramos um único corpo, um querer, éramos a nossa voz, o toque, o beijo, o arrepiar da pele. Libertos de amarras, agarrávamos na mão um do outro, corríamos por entre o tempo e sorriamos de uma forma tão peculiar. No amor não existia o errado, o incorrecto e muito menos o intervalo, vivíamos um amor secreto e secreto era este amor que nos tatuava a pele, que nos fazia olhar o destino de uma outra forma, com um outro…

Um tanto de ti...

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Ai o que eu queria, queria tanto partir, agarrar nas malas, fugir. Tanto, tanto que queria ver, sentir, tocar, ficar, amar, sonhar, sentir. Tanto, tanto que em tão pouco tempo queria viver. Tanto. Descobrir, correr, aprender, lutar. Tanto que queria, tanto que te quero. Ai como quero sabendo o que é querer, tanto quero que não consigo dizer. Tanto, tanto quero, tanto te espero, tanto te sonho, tanto te digo sem nada contar. Ai como quero, agarrar, beijar, abraçar, amar, respeitar, olhar, sussurrar ou até mesmo cantar. Tanto, tanto em tão simples sentimento, tanto em tão breves palavras. Ai, ai se o tempo fosse espelho de mim eu seria o espelho do teu sorrir, seria um coração livre que o teu corpo iria habitar. Tanto te digo, tanto fica por dizer. Tanto correr, saltar, quebrar, mostrar, diferenciar, sentir. Tanto que sou eu, tão pouco que é todo o resto. Ai como senti, como te sinto, como vejo a tua presença na rua do lado, na esquina da minha cidade. Tanto te quero, tanto te espero, t…

Suspiro...

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Ouvia-se ao longe a trovoada que chegava aquele lugar, as gotas de chuva caiam sobre as telhas e, o soalho, era aquecido pela lareira acesa ao cair da noite. Na poltrona estava o livro escrito pelos dois, aquele emaranhado de capítulos redigidos em conjunto, repletos de vivências que sobressaiam dos sonhos confessados. Os olhares há muito que se entendiam, as palavras não precisavam ser ditas e, convidando-a para dançar, ele colocou um disco de vinil a tocar naquela caixa antiga herdada dos seus avós. Ali permaneceram durante uma eternidade de tempo, numa mistura de passos descompassados num bailado guiado pela vontade que lhes percorria o corpo. O rosto dela estava avermelhado, no meio de uma pele esbranquiçada e ao mesmo tempo tão suave, ele avistava as rosas que davam àquele ser um toque especial, um toque que o prendera num só corpo, num só coração. Os sentimentos mais verdadeiros não precisam ser falados, não precisam ser gritados, eles ecoam por entre a inteligibilidade do sentir,…

Em poucas palavras...

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Forma em ti a vida que se reflecte do teu sonhar, vive o amor, agarra a paixão que te faz sorrir. Acredita primeiro em ti, acredita primeiramente nos projectos que vais projectando e nos caminhos que escolhes percorrer. Vive hoje o que tanto esperas para amanhã, agarra a vida, forma dos segundos eternidades em que te perdes nos braços de quem amas, em que beijas, em que sentes, em que guardas. Ama o que te faz feliz, ama as pequenas coisas que te fazem sorrir de forma natural, de forma despida de mascaras, sendo o que sempre foste, sendo a tua alma forte e verdadeira. Forma as tuas verdades, forma as tuas pisadas sobre o que vês e nunca sobre o que te contam, sobre o que te dizem. Diz o que sentes, diz o que queres e não prendas o que te move, não te prendas a ti naquela história que deverás ser tu a viver. Pega nas malas, pega a bagagem e segue o caminho, segue o caminho no qual te sentes vivo(a), naquele que é fruto da força que detens em tudo aquilo que fazes, em tudo o que dizes, …

Rumos, Instintos, Trilhos, Amor...

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O amor tivera crescido de forma tão descontrolada, o corpo estava dormente e a adrenalina tocava o seu apogeu. Por instantes, nada era senão um humano trespassado pela lança lançada por um outro alguém. Sonhos presentes, a água banhava-me os pés e o sentimento de pertença residia mesmo ali, na minha mão. Olhei o horizonte, era o pássaro livre de outrora e, deixando-me ir na brisa de um vento vindo de norte, passei por um campo de rosas de cor escarlate. Sentia-te, aninhada neste meu peito, sentia-te na pulsação que corria desenfreadamente pelas veias do meu corpo. Paixão escrita em palavras, palavras tatuadas em simpósios dados apenas para um ser, para uma alma que vagueia pelas imagens presentes ao deitar. Sorriso de tanta gente, ecoantes melodias, cruzamentos incompreensíveis de um destino que se faz homem no tempo em que se espera. Aqui fico, neste forte de paredes finas, de cartas escritas, de poemas cantados. O amor assume toda a centralidade, toda a vontade, toda a crença em con…

O quanto vives em mim...

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“E vai ser o amor a ultima peça que falta no quebra-cabeças da minha vida, aquele que eu nunca vou completar” – pensava eu em palavras mudas perceptíveis apenas no meu sentir. Sentia a força de um amor a crescer, a viver na multiplicidade de um querer que se perdia no teu olhar, que se perde nesse sorriso que me faz desejar-te, num beijo dado, num oceano de sabor salgado. E se todos os amores são colocados como impossíveis qual é a diferença entre amar quem está longe ou perto se antes do fim nada dá certo? A distância nunca será a barreira que me prenderá a este lugar, estejas tu aqui, estejas tu para lá do Tejo, serás parte integrante de mim, complementaridade destes passos descompassados de batidas crescentes de um coração que chama o teu nome, nas noites em que me deito, nas horas em que me mantenho acordado. Eu posso estar errando pensando que és perfeita mas, tenho a certeza que, mesmo as tuas imperfeições, são capazes de me encantar. Nunca fui de procurar demais, gosto daquilo qu…

Uma carta em teu nome...

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Ouvia-se ao longe o barulho dos carris, era hora, hora de sairmos por aí, de sermos pássaros livres sem direcção, sem destino. Lentamente segurei a tua mão, sentia o pulsar do teu peito num sorriso que me prendia o olhar. Era hora, hora de fugirmos para um refúgio apenas nosso, para um paraíso desenhado à medida do nosso sonhar, à medida do nosso amor. Sem receios ajudei-te a subir o comboio, tinhas um vestido de cor escarlate e, no cabelo, uma flor, uma margarida que te tivera roubado de um quintal no caminho até à estação. Chamam a isso magia, uma magia que nos aliena da realidade, do betão da cidade, da falta de paixão pelas pessoas. Eu prefiro chamar sentimento, um sentimento partilhado entre melodias e palavras escritas em versos que falam de ti, que falam de nós. Partimos, e tu, debruçando-te sobre a janela colocaste o teu cabelo ao vento, senti o aroma doce do teu perfume. Soube naquela altura que tinha feito a escolha certa, que tinha seguido o meu coração e aqui estávamos, em …

Este Mar...

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Ao som de Este Mar de Linda Martini:
Rasga-me as veias, Sangue ardente, presente, eloquente, Pulsar de vida que jorra pelas veias prestes a rebentar. Fuga calada, espectros quebrados e um sol que faz cegar. Luz, mar, vazio que preenche lugar, uma canção, a canção do luar. Adormecidas as horas de uma canção despida, Mascaras e roupas caídas pelo chão, gritos, olhares, abraços, paixão. Cama de cor escarlate, corpos contorcidos à luz de um candelabro. Sorrisos envergonhados, beijos mordidos em lábios ensanguentados. Sabor a sal que percorre o corpo, pele arrepiada, arrepiada uma alma que pede mais. Portas fechadas, janelas trancadas, uma sala partilhada a dois, Um copo de vinho, um sabor a destino, um instante com cheiro a pinho. Toque que revela uma tensão, borboletas que percorrem o corpo, que se alojam no ficar, Ondas passam, pessoas vêem e tão poucos são os que sabem olhar. Ficam, assim, os dois, ancorados em lençóis quentes, pedintes, absorventes. Sussurros de um dia que almeja continuação, é futu…

Palavras & Sentidos...

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Procura, encontra, Diz, ouve, Experimenta, tenta, Ama,vive. Luta,sonha, Agarra,larga, Pega,junta, Une, abraça. Beija,erra, Olha,sorri, Tenta,aguenta, Cai, levanta. Confessa,segreda, Toca, saboreia, Escreve,grita, Canta,encanta. Conquista,convence, Mostra,revela, Sente,pensa, Vê,acredita. Ouve,arrepia, Arrisca,treme, Pinta,dá, Oferece,recebe.
No amor não fiques pelos princípios porque são, nos meios, que encontrarás razões para não quereres um fim. Desperta o amor que há em ti! Simplesmente ama a simplicidade de um amor que se quer simples...


Copo meio cheio...

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Segurava-se as tormentas, oceanos de um desejo sentido, era tanto em tão pouco dito, tão pouco dito esperando ser vivido. Seguranças firmes de âncoras assentes em baías que refugiam sentimentos, em sentimentos que olvidam mudança. Gritos mudos, mudas esperanças de um homem que se mostra nas melodias que larga ao vento. Vento de vontade, correntes e oceanos de um peculiar sonhar, de um sonhar em prosas escritas ao final da tarde. Tarde vencida, dia quase acabado em que restam as horas tiradas para sentir, em que os olhos percorrem as folhas escritas e as fotografias sobrepostas. Resta a falta, a saudade de um momento que se constrói num futuro tão seguro nas mãos de quem sabe lutar. Criança que se viu crescer, crescentes segredos revelados em copos cheios de gelo embebido numa mistura de sabores que convida os dois a sentarem-se. Conversas adiadas, ou então conversas desejadas, no jogo do sentir, nada é certo porque é, no incerto, que as pessoas se reencontram. Reinventam-se caminhos, …

Conto cantado de um Verão sentido...

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Hoje coloquem a música, e deixem-se ir pelas palavras. Sejam felizes e façam alguém feliz também...
Sinto-te em cada espaço desta minha casa, deste meu refúgio dos sentidos. Olho as paredes e vejo as imagens de um sorriso que me prende, de um olhar tão distinto de todos os outros que por mim passaram. Em pequeno falavam-me de amor mas nunca, nunca, pensei em senti-lo assim, vivo em mim, repartido em ti. Sombras dissiparam-se e hoje, hoje, o sol entra pelas cortinas desta casa com vista para o mar, deste teu, nosso, lar. Espero-te, com força, com intensidade, com uma voracidade que me faz ser um homem melhor, a cada dia, a cada momento em que habitas em mim. Sonhos repletos de desejo, de um escarlate sangue que me percorre o corpo, que grita por ti em gritos mudos que se misturam nas melodias largadas ao vento. Escrevo o teu nome no meu destino, a tua presença é vivida na minha história, nesta que almeja a tua mão, junto à minha nos desígnios de uma escolha complementada a dois. Sabe-me b…