Isto que dizem que é o Amor...
O amor não carece de concepções,
falsas noções, más interpretações. O amor é livre, intemporal, sentimental, carnal.
O amor encontra-se por aí, nas paredes escritas, nas músicas compostas, nas
perguntas, nas respostas. O amor não é tocável e muito menos instável, o amor,
causador de insanidade, de loucura, de verdade. O amor não é estrutura e muito
menos prisão, amor de verdade, fica na presença, na ausência, no abraço, na
saudade. Troca-se amor por aí, nas mesas de um café, num bilhete deixado, numa
sala, em qualquer lado. O amor quer-se selvagem, confiável, seguro, mutável. O amor
não resiste ao monótono, às palavras caladas, às conversas encenadas e muito menos
as lutas inacabadas. O amor assume qualquer forma, qualquer corpo, qualquer
alma desde que se esteja disposto. O amor não é, apenas, para os fortes, o amor
vive nas ruas pintadas, nas gentes sonhadas e até mesmo num simples olhar. Não
me falem que o amor é um livro escrito, o amor escreve-se a cada dia, sem
coisas forçadas,…