Diário de bordo 29/11/13 (Dia 3)
Fintas o meu pensamento com a tua
presença, a toda a hora, sem demora, como outrora, em gestos que me devora. Permaneces
presente, ausente, ardente nessa tua forma de ser, que me queima, que me ateia,
que me faz correr. Percorres o meu corpo, as veias desenfreadas que se
alimentam de liberdade, que anseiam o teu abraço, o teu lugar, a meu lado. Num volte-face
vejo-te num rio de águas calmas, numa cidade de luzes brilhantes em que, as
pessoas, ofuscam-se com a cor cinza que não lhes permite olhar. Eu vejo-te,
neste mar intempestivo, intempestivo com estes espasmos que percorrem o meu
ser, que me arrastam, que me levam, que me falam de ti. Sou homem, pedaço de
carne, letras que componho e um amante, um amante que te anseia, no seu abraço,
no seu tempo, na sua eternidade. As horas passam, os segundos são contados e, o
tempo, esse, refaz-se num acto particular de contemplação ao teu ser, ao
sorriso esboçado em cada folha escrita, ao som das palavras que se ouvem em
gravações que passam na…