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Desde que te ouças...

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Agarra o teu querer, luta, enfrenta fantasmas, rompe as barreiras que tu crias. Foge do mundo, refugia-te na tua vontade, faz do teu sentimento habitação em que te albergas, torna toda a tua história numa compilação de momentos bons e maus. Corre, cai, erra, aprende, nada na vida te será dado sem nada fazeres, nada saberás se te guiares pelas palavras dos outros. Tens de viver, tens de caminhar por ti e nunca ao colo de um outro alguém. Sente a firmeza das tuas escolhas, sorri, chora, expressa tudo o que te vai na alma, não guardes, não te enganes. Batalha de forma frenética por aquilo que tanto queres, vive o momento, o teu próprio momento. Não te guies pelos olhares que não são os teus, não acredites nas “verdades” que te contam sem tu mesmo(a) teres visto, sentido. Grita ao mundo o teu sentimento, sente o coração, pára, toma uma chávena de chá e orgulha-te do que és. Vê-te ao espelho, não olhes apenas as roupas que te cobrem ou a massa corporal que te envolve, olha a tua alma porque…

Despedida...

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As mãos pediam mais, mais de uma vida que escorria por entre os dedos gastos de lutar. Ele, ele sempre será um sonhador, aventureiro de uma vida desenhada na palma da sua mão. Ela, ela nem ele sabe como será, apenas uma aragem passageira, uma palavra calada, um coração mudo. Os mundos cruzaram-se, os olhares tocaram-se e a vida criou marés que os fizeram afastar. Distâncias, pontes, inseguranças, tantos ficou por dizer mas, a vida seguiu, a vida tomou um outro rumo. Existem amores que são destinados a morrer, por mais que não se queira, por mais que não se acredite. Ele caminhou, seguiu nas ruas daquela vila à beira mar e respirando, sentiu que o futuro seria outra coisa, passaria por outro lugar, por outras paisagem que imaginara no seu perfeito juízo. O tempo passa, passam as memórias e ficam as recordações, aquelas vagas em que ele deu de si recolhendo dela sinais dispersos, difusos sons imperfectíveis ao seu querer. Amores vividos, gastos num presente em que nada foi permanente, em …

Tu em palavras...

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Hoje deixei-te entrar, sentaste-te a meu lado e ali ficaste por breves minutos. Lia-te o olhar, naquela folha de papel, sentia a voracidade de um mundo tão semelhante ao meu. Cheiravas a baunilha e, aquele cheio permaneceu em mim durante o resto do dia. Parece que o tempo fez-se homem, que cresceu, que revelou em nós uma cumplicidade partilhada num brinde de whisky que bebemos a dois. A tua pele era veludo, um veludo escarlate que se encaixava nas minhas mãos pedindo para desembrulhar um pouco mais, para explorar um tanto mais além. Hoje ficaste aqui, numa hora em que o mar banhava-me as ombreiras da janela e em que o sol deitava-se na última rocha desta baía tão nossa. Confesso que sentia falta de tudo isto, de um sorriso no meio de uma gargalhada repleta de uma magia incontável ao olhar de quem não consegue ver. A vida refez-se num piscar de olhos, não era sonho e, a minha pele, arrepia-se nas melodias que ecoavam ao fundo da sala num bailado semântico com as frases escritas por aqu…

Temporalismos...

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Hoje tirem um pouco de tempo, coloquem a música e deixem-se levar pelos sentimentos. Sejam felizes e façam alguém feliz também. Beijos e Abraços
Espectros passados de uma vida meio vivida. Naquela hora, naquele mesmo lugar, tudo se dissipava nas águas turvas que limpavam o corpo daquele homem, o coração daquela alma que lutava por uma felicidade que deixara de ser utópica. Por entre sorrisos e gestos descontrolados, erguia-se a vontade no escarlate sangue de um guerreiro que, em tempos, descobriu o que era o amor. Pinceladas de vida, uma vida por viver no retrato minimalista de linhas cruzadas que revelavam sonhos antigos agora presentes numa história em constante mutação. São escolhas de caminhos, atalhos descurados por quem segue nas avenidas de um receio perdido pela vontade maior de arriscar. Sobreviventes, chamas ardentes de quem de si não se perdeu, de quem preserva nas suas mãos a forte força de um acreditar na plenitude de um acto heróicovigiado por quem vive na sombra de um me…

Respirar...

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Seguia os caminhos daquela vida meio escrita, complementaridades encontradas em poesias e sinais dispersos num nevoeiro de cegues alheia. Era um novo recomeço, o acreditar de sonhos que outrora pareciam difusos numa dor em peito aberto. Coração vivo, homem entregue às emoções que lhe moldavam o corpo, que lhe deixavam em cada traço do rosto uma história com tanto por contar. Caminhos inversos, destinos incertos, chão que se pisa com a firmeza de um acreditar, porque quando a vida se assoma à janela, depende apenas de nós a saber agarrar. A canção tocava ao longe, longínquas eram as águas que passavam banhando os pés de quem se afirma sentimental. Homem vivido, escrito nas paredes de Lisboa, em versos ou em grafitis coloridos na paleta de um artista que representa a sua arte no minimalismo de um descobrimento. Antagonismos de quereres, pessoas que voam pela vida sobrevivendo nas linhas da sua história. Outras, outras apenas agarram aquilo que pelo chão anda, aquela simplicidade de rela…

Revê-te nas palavras...

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Há momentos na vida em que não compreendemos, em que não encontramos significado, em que não entendemos a nossa forma de sentir. Vivemos momentos perdidos, perdidos em nós mesmos, naquilo que pensamos mas que guardamos para nós, que guardamos nos nossos mais secretos segredos. Com o tempo, com essa forma que nos amadurece a alma e nos torna adulto o coração, começamos a responder a todas as questões que antes pairavam, aquelas questões que nos estagnavam, que nos faziam duvidar de nós. Nessa altura, na altura em que crescemos, começamos a tomar as nossas decisões, a escolher os nossos caminhos, no fundo, começamos a saber o que queremos, como queremos e quem queremos na nossa história. De efemeridades não se constrói uma história, uma história não é feita nem nunca será de capítulos dispersos, de aventuras que dão felicidade momentânea, aquela que normalmente acaba em peso na consciência. Penso que só passando pela vida, errando, arriscando é que aprendemos o ver o que nos faz bem, é …