"Euphoria"

Ouço a tua voz no meu peito que se entrega à saudade de ti,
A tudo o que segredo - no segredo daquilo que temos os dois.
Desde que habitas o meu corpo... todo ele se reveste de cor,
De uma euforia que me corre nas veias, que corre no tempo,
Que se atira ao firmamento, de uma eternidade que me mostraste... ao olhar.
Grito por ti em tudo o que sou, sempre que te pertenço,
Nas palavras que te beijam nas noites em que somos um só corpo,
No prazer da nudez da nossa pele, na tempestade de desejos
Que saciamos em beijos e espasmos de um amor nosso - só nosso.

Rasga-me a roupa e revolta o meu ser em abraços que apertem,
Em olhares que se cruzam - no calor de tudo o que damos, do que não negamos,
Deitados sobre o nosso próprio querer - quer-me euforicamente!
Agarra o meu âmago e apodera-te de tudo o que é teu por inteiro,
Usa-me e abusa-me em amor, em ânsias de viver,
De respirarmos um mesmo ar, de sustermos a respiração,
Nus, vulneráveis, amantes, ardentes.

Fica comigo e eterniza-nos em tudo, em nada, no início e no fim,
Naquele que não encontramos, que reinventamos, que agarramos,
Com toda a nossa força, com toda a paixão,
O coração, que é meu, que é teu, que é nosso.
Vem e vive a euforia de tudo o que é eterno na nossa conjugação,
No meu corpo, no teu, em tudo o que sempre nos pertenceu.

Ama-me e eu amar-te-ei até ao meu último respirar,
Ama-me e seremos euforia... até ao fim de um tempo - inacabável.



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