"Abraça-me"

Enlaço-me em tormentas, se negar que te amo.
Que habitas neste meu peito, refeito pela tua chegada... em tempo certo.
Quebrando o negrume, em que caia nas noites... sem ti.
Rompeste em mim, a réstia de todos os medos: em que residi.
Na pele em que ancoravam, trazendo a mágoa tatuada.
Aquela que não esquecia, que me prendia sempre ao mesmo chão.
Devolveste-me a vida, aquela que tanto esqueci como era,
Envolveste-me na tua quimera, mais fantasiosa e...
Hoje, somos a complementaridade do corpo, da alma.
(Daquela que curaste, com cada beijo que me deste.)
Sou agora pedaço de dos teus olhos ,coração que brota em sonhos,
Que aprendi a sonhar... depois de ti. 
(Na conjugação de nós.)

E agora, em nós me deito, sentindo a segurança deste amor. Porque...
Sei que nem tudo precisa ser chão firme, desde que se saiba voar... juntos.
Neste mundo feito de desencontros, em que me encontro em cada memoria tua,
Nesta vontade que me segura. No sentir deste amor... tão próximo.

Por mais tempestades, correstes e muros que nos sejam impostos,
Seremos muito mais que opostos, muito menos que pedintes.
Tornando-nos em caminhos seguidos, juras e promessas desfeitas,
Sendo errantes, amantes, amor.
Nos nossos dedos entrelaçados, que nos tornam num só.
Num só coração...



Comentários

  1. Mais um belo começo de carta de amor para uma vida...

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  2. Como sempre trazes mais um texto fabuloso, adoro cada palavra. Tem um sentimento e uma força avassaladora :)

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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  3. ao tempo que não vinha ao teu blog, já tinha saudades dos teus pedacinhos sempre tão perfeitos e inspiradores! :)
    eu adoro tudo aquilo que escreves e nem me acredito que só venho aqui de longe a longe ...
    um beijinho*

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