"Pertença"

Rouba-me por momentos, destas ruas em que submerjo em mim,
Em que não te sinto aqui. Para mal dos meus desejos mais penetrantes.
Arrasta o meu corpo cheio de amor, este que transporta cada batimento meu,
De um coração tão teu, como esta carne que preenche o meu ser.
Reveste-me de confissões secretas, de sonhos pujantes, efémeros medos,
Que quebro em silêncio. Mostrando-te a perseverança do meu querer.
Deita-te nos meus braços e pertence-me, ficando intemporalmente na minha vida,
Nesta que partilho contigo...sem dividir o meu peito, que é teu por inteiro.
Adormece a meu lado, num qualquer espaço, naquele em que seremos ar,
Um sopro livre de sentir. Como a chama em que ardemos, sem queimar.
Abraça-me ao olhar da tua alma, desvenda-me em sorrisos,
Que se marcam na pele, como ferida aberta em tempo de guerra.
Respiremos ambos o mesmo momento, desnudos em utopias subtis,
Almejando um pouco mais, sentindo os nossos corpos moldados.
Um no outro, como sempre fomos,
Um do outro...


Comentários

  1. Mais do que Pensador, Rabiscador, Poeta e outros adjetivos (que julgo conhecer em pleno), tem uma Alma GIGANTE! Nao espere mais !!!

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  2. A forma como escreves é belíssima, as tuas palavras cativam qualquer leitor! Tem uma enorme intensidade :)

    http://ummarderecordacoes.blogs.sapo.pt/

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