"Tu"

Pudesse eu ser ancora, deste mar agitado,
Tempestade sentida, num só amor confessado.
A pele que há em ti, nesta inquietação sem fim,
Sonho utópico prostrado, num toque de mim.
Pudesse eu abraçar-te, nestes meus braços que te chamam,
Ser mais do que os homens, do que aqueles que te amam.
Mas sou simples mar, de um oceano tão vasto,
Naquele em que me gasto, em que luto por ti.
Pudesse eu não ter fim, só para ver-te adormecer,
Entre vontades e o querer, bem sabidos por aqui.
Queria eu ser assim, indomável sonhador,
Salteador do teu peito, refém de teu corpo.
Pudesse eu ser pouco, um tanto talvez,
Pudesse eu ser tudo, naquela tua pequena altivez.
Pudesse eu ser teu, sem em nada mais pensar,
Seria então...pedaço de ti, expoente do nosso amar...


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