"Fragmenta-me...o coração"

Fragmenta-me a pele que tenho em mim, desnudando a minha alma.
Rouba-me do tempo e viveremos numa eternidade em que repousamos na calma,
Vem e debruça-te sobre o meu peito, serei eu o teu ser imperfeito,
Aquele que te procura nas horas tardias...em que tudo parece desfeito.
Não me perguntes o que é amar, como se sonha, como se vive sem sonhar,
Apenas vive comigo este sentimento, sem que sejamos efémero durar.
Faz-me acreditar, naquilo que és, naquilo que sou para ti, neste querer que nasceu,
Liberta-me das amarras, faz-me pertencer-te em todas as horas. Eu...serei teu.
Fecha os olhos e arrasta-te no meu abraço, seremos então compasso,
De um descompassar tão nosso, de um completar tão escasso.
Seremos a liberdade na pura expressão da sua imponência,
No desconhecimento da ciência, no risco que cometemos em saltar sem saber.
Queira eu te ter, sempre em mim, naquilo que vive aqui,
Nesta invasão de espaço em que tu entras, em que ficas,
Em que te sinto como parte daquilo que sou.
Fragmenta-me o coração desfragmentando o que por aqui passou,
Faz-me ter-te, faz-me amar-te e...depois,
Depois logo se vê...


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