Carne-Coração...

Sempre ouvi dizer que amamos o belo, que amamos a poesia de um corpo, a melodia de um sorriso ou a pura imaginação de um estado de ansiedade. Ouvi dizer que o amor não carece de definição, que é frágil então ou não passa de uma doce ilusão. Ouvi dizer que o amor é das mulheres, que os sentimentos escritos são feitos por elas, que elas mostram, que eles não. Ouvi dizer que o amor quer-se grande, para que todos o possam ver, para que todos o possam olhar. Ouvi dizer que o amor é feito para lutar, que faz sorrir, que faz magoar. Ouvi dizer que o amor reside apenas, nos filmes, nas séries de televisão e nas músicas que passam no rádio. Ouvi dizer que o amor é tudo, ouvi dizer que o amor é nada. Ouvi dizer que o amor é criado ou então a criação do nosso ser. Ouvi dizer que o amor é presente, passado, coisa esquecida ou algo antiquado. Tanta ouvi falar em amor, tantos o dizem sentir, tantos o vivem, tantos o estão a descobri. Amor, amor é aquele que corre, no corpo, no sangue, na vontade. Amor é chama ardente, que não queima, que ateia, que te revolta, que te incendeia. Amor é o que te faz ser um homem melhor, que te faz lutar, que te faz arriscar, que te faz sonhar tirando-te o sono numa noite de luar. Amor é o que te prende na tua eterna liberdade, o que te faz tremer de verdade, o que gera felicidade, o que te faz dizer, sem receio, com ansiedade. Amor é o que te muda a ideia, que te liberta da teia e te faz cantar. Amor é feito pelos fortes, pelos que se atiram, sem medo de cair, sem vontade de trair. Amor é o que se cantam nas ruas, nas paredes escritas, nas cartas redigidas, nas esculturas erigidas. Amor é o que te faz abraçar, beijar, não esquecer, esperar. Amor é aquele ser paciente, surpreendente, amor é olhar, palavras silenciosas e um silêncio que te faz escutar. Amor é tudo isto, tudo o que rompe com a pré-noção, que se forma em qualquer ocasião, amor não é descrito, porque no fim de contas não se descreve o que vem do coração...



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