Vida em mim...

Sublimemente o coração chamava o teu nome, entre passos descompassados e sinfonias gritantes, tudo reflectia algo que crescera dentro de mim, algo que não era mais do que um ser crente, que sonhava independentemente do olhar em que te via. Num instante, por simples momentos, apenas, reflexos e imagens distorcidas mostravam um caminho há muito almejado. Era a mudança a entrar numa vida meio vivida, uma mudança que se entregara ao sonho que outrora era presença assídua nas noites deste homem que sou. Sonhos reais em que me perco para me encontrar nas marés do teu sentir, naquele olhar terno que espelha uma forma de ser diferente das outras, distante de todas as réplicas em que tu não te encontras. Secretamente, emanam sinais de mim, pequenas confissões ditadas à média luz de um luar de Verão. É a o areal em flor, aquela mesma flor que te coloco no cabelo num projecto eterno em que a história não é efémera como tantas outras que desconhecem o que é lutar. Verdade expressa em palavras vividas, em sinais que o corpo exprime o que a voz cala, em que o silêncio fala na percepção de um todo que não é, apenas, a soma das partes. Hoje o mar banha os meus pés, numa manhã quente, tudo é largado na fina areia de um refúgio em que o coração fala bem mais do que a razão que impede de viver. Hoje, hoje a liberdade fomenta-se em mim, cresce nesta maré que arrasta-me na doce recordação do teu rosto, no momento em que o teu corpo se encontrará no meu para além dos sonhos sonhados a dois...


Neste começo de vida, de histórias contadas, encontra-me, desvenda-me, chama-se num olhar que tanto fala no silêncio que a multidão não sabe ouvir...



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