A minha vontade de te ter...

Agarra-me na tua vida, nesta sede de te ter, liberta-me o espírito, provoca-me a alma.
Faz-me sorrir, não pelo mostrar mas, pelo entender de um sentimento silencioso.
Faz-me querer-te, sem tempos nem barreiras, sem medos, sem receios,
Abraça-me o corpo, toca-me o peito e eu lutarei eternamente.
Hoje, hoje, faz-me correr sem fim, redopiar nas melodias e confessar-te baixinho o meu amor.
Faz-me acreditar, sonhar sem que o sonho termine, faz-me viver, faz-nos viver.
Provoca a história, uma história repleta de aventuras, não me fales na efemeridade quando se pode ter uma eternidade pela frente.
Não esperes, não desesperes, a vida é um segundo e é nele que construímos o futuro.
Não guardes segredos, os melhores que podemos ter, são aqueles sussurrados ao ouvido de quem complementa os projectos de uma vida.
Faz-me beijar-te, na praia, numa noite, num lugar só nosso.
Faz de mim o teu porto de abrigo que eu faço de ti a cor primaveril que me ilumina o olhar.
Prova-me que o amor nunca será utopia, que as ruas têm um sentido e que os destinos cruzam pessoas, unindo-as, numa multiplicidade de sentimentos sem sentido.
Leva-me à insanidade, àquele de arriscarmos como crianças livres, faz-me sonhar contigo, de olhos abertos, de olhos fechados, a toda a hora.

Agora, faz-me ver-te, faz-me sentir-te num abraço apertado, num beijo roubado, sem hora, sem demora...



Comentários

  1. Levas-me sempre àquilo de te achar importante, vital. Adoro-te :)

    ResponderEliminar
  2. Agora é só medo. Vai passar, sei que sim. Tem de passar, senão vou morrer de saudades!
    ps: cresce de dia para dia.. :)

    ResponderEliminar
  3. És um mar, um mar de palavras, onde no meio das gotas, encontras aquelas que te falam no coração, escrevendo-as com uma cana, no areal onde a palavra sentir cada uma é mais intenso. És um mar, que se revela a cada dia, que faz nascer as suas ondas... Muito bom, como todos os outros. Beijo

    ResponderEliminar
  4. Olá André!

    Faço minhas as tuas palavras. Depois de ter acabado de escrever o Meandros da Vida [que não sei se chegaste a ler até ao fim ou não! :P] eu entrei numa fase mais crítica da minha vida, com alguns problemas familiares que já se vinham a gerar há muito tempo. Pensei que as pessoas em questão fossem mais maduras, pois têm idade para tal e que aprendessem com os erros que já cometeram no passado, mas afinal enganei-me. O problema é que não sou pai deles nem tenciono sê-lo. Mas adiante. Estava cansado, tanto física como emocionalmente, pelo que decidi tirar uns dias fora da blogosfera. Tive que ir participar em alguns eventos pelo país e aproveitei essa altura para me desligar e desanuviar. Apesar de tudo, diverti-me e regressei, embora esteja bastante cansado ainda. Realizar e organizar eventos não é pêra doce, dá muito trabalho e estar debaixo de 42º como estava na cidade onde decorreram os primeiros eventos não foi fácil. Felizmente, reencontrei por lá amigos que só vejo nestas ocasiões. Foi bom, muito bom mesmo. Já sinto saudades, anyways... ^^

    Assim como tinha saudades de te ler, de sentir, de vibrar com a tua escrita. Espero que estejas bem e sente-te à vontade para conversar, se quiseres desabafar ou partilhar algo mais pessoal, manda-me email, gostava de te conhecer um pouco mais. :)

    Um forte abraço e votos de bom domingo,
    João


    ResponderEliminar

Enviar um comentário