Sentidos...


Sentimos vezes sem conta, por vezes damos por nós a sonhar com um dia melhor, um daqueles dias que tanto almejamos que chegue. Sofremos partidas, vivemos histórias e sorrimos a cada chegada, aquelas chegadas que nos fazem creditar, que nos tornam mais fortes, mais seguros das nossas opções. Vivemos a dualidade, aquela de arriscar ou apenas vivermos o medo que nos prende, o medo, não de lutar, mas o medo de vivermos o que já vivemos, de perdermos o que já perdemos. Somos pouco livres, vivemos uma liberdade tão condicionada, presa por cordas que nos prendem por dias, por amarras que conseguimos romper sempre que damos um passo em frente, sempre que damos um passo em direcção ao desconhecido. Mas de tudo isto o que se retira? O que fica? O que fica mesmo é o acreditar, acreditar num dia melhor amanhã, na realização de um projecto, no viver de um sonho. Custa tão pouco acreditar e porquê não se acredita? Porquê que não se sonha? Todas estas questões não encontram resposta, está implícito em nós, está ancorado à essência humana vivermos de receios, de fantasmas. Mas hoje quebra isso, hoje abre a janela, sorri, sorri uma vida inteira, e se for para teres rugas que tenhas da tanto rir...





Comentários

  1. Olá Olá, novamente um texto fabuloso. Como sempre tens as palavras certas conjugadas nas frases mais que certas, se é que a perfeição existe estes textos são a aproximação mais fiel à perfeição. É que não estou mesmo a exagerar, dá mesmo vontade de ler, acredita que adoraria ter um livro teu para devorar todas as páginas e enredos.

    Gostei muito desta tua parte quem que falas do sonhar e em que como não custa sonhar, e em que como no entanto não o fazemos. E claro gosto especialmente do final, era o que todos devíamos fazer.

    Bom texto, mas isso já tu sabes, hehehe

    Forte Abralo

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