Efemeridade de um viver...

Força de guerreiro, única e simples forma de um amor vivo, presente e ausente, agarrado e esquecido neste corpo, neste coração que chama o nome de quem não quer, que grita a saudade de um outro alguém há muito tempo perdido. Procura-se as recordações, aquelas que se tornam ancoradas às paredes frias da casa, aquelas recordações efémeras no peito de quem não consegue sentir, de quem se esquece do que é verdadeiro e entrega-se a uma nada, a uma mão que nem força tem para segurar. Ruas escuras, sois apagados, vidas perdidas naquelas vielas, naquelas sombras que fazem das pessoas espectros das suas próprias histórias, daqueles momentos em que se esquecem delas, dos sonhos que um dia sonharam. Há tudo isto, uma dualidade de tudo, um querer pobre, um viver activo. Depende de pessoa, depende da alma da mesma, ser guerreiro ou ser cobarde? Ser pessoa ou ser boneco? Vive-se das pequenas coisas, de fragmentos fortes, aqueles que se complementam na imensidão de pessoas, na pobreza de sentimentos, no querer que uns agarram e que outros preferem abandonar de forma pobre, de forma inglória. Instantes, instantes é aquilo que sente quem aproveita cada réstia de um viver, que constrói histórias e não fantasias, quem procura realizar sonhos e não fica a esperar eternamente que eles se realizem por eles próprios. Na vida o que interessa é agarrar, explorar, se amas, diz, se queres, luta, se sentes, grita, se sonhas corre atrás desse sonhar, desse teu querer que ganha força sempre que avanças, sempre que não te esqueces de ti... 

 
 
 

Comentários

  1. Está lindissimo. Parabéns, um beijo*

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  2. Oh muito obrigada! Amei este post,escreves mesmo bem *-*

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  3. Isso! Fazer tudo aquilo que queremos sem sequer pensar se devemos porque é assim que se vive!

    Gostei muito!

    Beijinho *

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  4. verdade, há pessoas que não sabem mesmo dar valor a nada, sou dão valor ás pessoas que não querem saber delas para nada. beijinho (:

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  5. Viver é ter como ponto de partida o pensar de um novo dia sem magua e com saudade de nós proprios.
    Sem duvida que este texto está muito bom.
    Agradeço a tua visita ao meu blog.
    beijinho.
    adoraria que me lesses.

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