O nosso amor não reside nos outros...

Segurava-te nas mãos nas horas perdidas desta nossa história, nunca te deixava cair por mais que a estrada fosse escura para ti, para os teus silenciosos passos que nem ecoavam no meio daquela estrada. Os sonhos eram sonhados com uma intensidade diferente de todas as outras, com uma intensidade inexplicável na maneira em que nem eu o consigo descrever em simples palavras das reflexões que invadem este meu mundo. Os olhos permaneciam fechados, num arriscar constante característico de quem ama sem falar, de quem sente no silêncio dos gestos mudos e dos beijos apaixonados. Era tudo efémero, o tocar, o sentir e até mesmo o bater do coração controlado e abafado pelo receio de permanecermos ancorados um ou outro, mais uma noite, mais um dia. Despedimo-nos naquele dia, apanhaste o cabelo com um elástico que te dei e eu virei as costas a algo que fez parte da minha vida, mas que não foi vida em mim. O tempo passou e o que ficou? Simples recordações, sombras de um tempo esquecido nos nossos corações, nas nossas novas e verdadeiras paixões, amores verdadeiros e não mais um poema escrito em que o amor é falado mas é sentido numa réstia que nem se chega a sentir o verdadeiro sabor. É melhor assim, é bem melhor sermos livres do que presos por um amor pequeno, é melhor lutarmos, vivermos de sonhos nossos e não de projectos que nem chegam a ser realizados, começados, entendes? Não sou de viver pequenas histórias, gosto de grandes histórias, daquelas em que amar é um verbo constante e os fados não falam de saudade mas sim de vida, de uma vida que tanto me mostra caminhos a cada dia que passa. Não é ao mostrar grandes palavras, grandes gestos públicos que se fala de amor, não é ao mostrar a toda a gente que se anda com alguém de mão dada que nos faz felizes, não é ao espalhar ao mundo que se tem alguém que esse mesmo alguém nos ame com todas as forças. O amor vive de coisas pequenas, daquelas que ficam entre duas pessoas, entre dois corações, num refúgio pessoal, em que damos tudo de nós, em que não escondemos o que mais desejamos. Não são os outros que formam a nossa felicidade mas sim nós, não são os outros que fazem o teu amor crescer mas sim tu com a tua capacidade de sonhar e viver. Nem sempre o que é mostrado é aquilo que é vivido, por isso gosto de viver um amor escondido, um amor simples e discreto, em que ambos somos livres, em que ambos podemos caminhar por estradas diferentes mas todos os dias nos cruzamos, todos os dias nos amamos e sabemos sempre que ao partir voltaremos a estar ali, voltaremos a pegar na mão da outra pessoa. A felicidade e o amor nunca vive de quem vê mas sim de quem sente esse amor...





Gosto de gostar de ti...

Comentários

  1. E eu nunca vou deixar de me adoçar nestas lindas palavras. Neste enormes textos, neste dom tão grande que tens em ti. Obrigada de coração e oh, sê feliz, tem sempre força e nunca tombes! Beijinhos

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  2. obrigada pelas palavras que sempre me deixas, beijinhos

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  3. agradeço imenso.
    o mesmo farei em relação ao teu*

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  4. oh obrigada pelas palavras,e sabes tu tens razão e o que eu mais quero agora é paz para mim e para quem tenho ao meu lado,que apesar de tudo é uma bonita história de amor cheia de coisas boas. e olha,desejo-te as maiores felicidades,e deixa-me que te diga que tens muito talento para as palavras:))

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  5. Viciei-me completamente neste texto! Escolhes-te as palavras ideais *
    "A felicidade e o amor nunca vive de quem vê mas sim de quem sente esse amor..." TÃO VERDADE!

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  6. Sim,percebo o que queres dizer =)
    Aliás,até respeito bastante o teu ponto de vista!
    Mas prontos,vamos agora falar sobre o teu post!
    Ai..o que é eu te vou dizer?? Está lindo!! *.*
    Como sempre haha :p
    A sério,amo a maneira como a tua escrita é tão apaixonada,tão emocional.
    Simplesmente transmite uma sensação mesmo reconfortante a ler =)
    Só te digo para continuares a escrever assim!
    É sempre um prazer ler os teu posts =)

    Beijinho*

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  7. Em nós restam as decisões, os palpites, as dúvidas, as certezas, os sonhos e sobretudo o amor.

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  8. E TU, MAIS UMA VEZ ARREBATAS-ME COM AS TUAS PALAVRAS. TENS UMA SENSIBILIDADE ENORME NA TUA ESCRITA. PRENDES O LEITOR DA PRIMEIRA À ÚLTIMA PALAVRA. DIGO ISTO A POUCA GENTE , MAS TENS UM DOM, UM DOM MUITO GRANDE APROVEITA-O. E OBRIGADO POR ME DARES SEMPRE TAMANHOS ELOGIOS QUE ME DEIXAM COMPLETAMENTE ABISMADA!

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  9. O amor de facto reside nas pequenas coisas. Não nas que se vêem mas nas que se sentem.
    Nem toda a gente tem a capacidade de perceber a diferença entre uma e outra.

    Gosto da forma como escreves.

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  10. Só pra varia, amei... perfeito como sempre, moço!!!

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  11. Em primeiro lugar o texto está lindissimo e, acredites ou não, andei toda a semana a lembrar-me da parte final dele, pois o li no FB e não o pude ler por completo!
    Inicialmente tinha ficado com uma ideia sobro o conteúdo do texto, agora fiquei com uma ideia ligeiramente diferente...

    O amor (acho eu) que é isso mesmo, não é para se ver, é para se sentir!
    E se é melhor para ambos seguir caminhos separados, não se deve viver uma angústia por não se voltar a reviver esses bons momentos, mas sim guardar as boas recordações e relembra-las com alegria! (embora nem sempre seja assim tão fácil!)

    Como já li aqui; tu tens realmente muito jeitinho para a escrita!
    Nunca te convidaram para publicar em lado nenhum? É pena não conhecer nada nem ninguém...

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